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09/08/2013
REVIEW - CINEMA: CÍRCULO DE FOGO
 
 
Círculo de Fogo
 
 
 
 
 
 
 
 


Guillermo del Toro provavelmente é um dos diretores pop mais constantes da atualidade. Seu único filme mais fraco foi Blade 2, mas no geral, seu trabalho alcança o sucesso e boas críticas.

Círculo de Fogo (Pacific Rim), seu mais novo filme, infelizmente não está indo bem na bilheteria americana, mas se saí bem no restante do mundo, prova de que Hollywood por vezes é inexplicável. Assim que anunciado, o projeto foi taxado como fracasso de bilheteria, e assim se provou, sem mais, nem menos.

A verdade é que a produção é até o momento o melhor filme de ação do ano, prato cheio para qualquer nerd que se preze, misturando robôs e monstros gigantes, com personagens divertidos e envolventes, efeitos especiais de primeira, bastante ação e referências e homenagens a tudo que se pode imaginar. Diga-se de passagem, muitos fãs de animes e mangás criticaram del Toro por sua “cara de pau” em copiar tanto os japoneses, mas parece que se esqueceram de ler as entrevistas do diretor, que em dezenas de ocasiões apontou os mangás, animes e filmes de monstros japoneses como suas principais inspirações para Círculo de Fogo.

Na trama, monstros gigantes (os Kaiju) começam a sair do Círculo de Fogo localizado no pacífico. Para se defender, as nações do mundo se unem para criar os Jaegers, robôs gigantes que precisam de dois pilotos ligados por uma rede neural.

Charlie Hunnam interpreta Raleigh Becket, um antigo piloto de Jaeger que é convocado de volta pelo comandante do Projeto Jaeger, Stacker Pentecost (Idris Elba) no momento de maior desespero da defesa da humanidade, já que o projeto está prestes a fechar as portas. Uma última investida está sendo planejada para derrotar os Kaiju definitivamente e, para isso, Raleigh precisará se unir a uma piloto novata: Mako Mori (Rinko Kikuchi).

A trama é bastante simples na verdade, mas o que chama a atenção é como tudo é muito bem trabalhado. O filme é extremamente empolgante, as cenas de ação são de babar e os personagens são bem desenvolvidos. Nada muito profundo, mas também passam longe dos heróis genéricos que costumam pipocar neste tipo de filme.

Todos os atores desempenham bem seus papéis, mas três coadjuvantes roubam a cena: a dupla de cientistas Gottlieb (Burn Gorman, de Torchwood) e Newton Geiszler (Charlie Day), além de Hannibal Chau, personagem que enriquece contrabandeando pedaços dos monstros derrotados, sendo interpretado pela cara feia mais simpática do cinema americano, Ron Perlman, eterno colaborador de del Toro.

Círculo de Fogo é um filme feito para empolgar a cada cena e merece ser visto nos cinemas, de preferência numa telona IMAX, se possível. Até mesmo seu tema principal é bem trabalhado e contagiante, composto por Ramin Djawadi. E atenção: existe uma cena no meio dos créditos finais.

Elenco: Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi, Ron Perlman, Idris Elba, Charlie Day, Clifton Collins Jr., Max Martini, Robert Maillet. Roteiro: Travis Beacham e Guillermo del Toro. Direção: Guillermo del Toro.

Veja também:
- Galeria com 95 imagens do filme
- Notícias, vídeos e notas de produção de Círculo de Fogo
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