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30/06/2009
MATÉRIA: A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS TRANSFORMERS - PARTE 2
 
 
Headmasters
 
 
Beast Wars
 
 
Beast Machines
 
 
Transformers Animated
 
 
Transformers #1, da Marvel
 
 
Transformers e Comandos em Ação
 
 
Transformers e Novos Vingadores
 
 
 


:: A Verdadeira História dos Transformers - Parte 2


As novas séries animadas
Depois da série original que durou até 1987, a franquia Transformers ficou meio esquecida nos Estados Unidos, mas prosseguiu com toda a força no Japão, onde, em 87 mesmo, foi criada a série Headmasters. Nessa série, os Headmasters são Transformers de tamanho pequeno (em relação aos outros Transformers, que fique bem claro) que construíram corpos robôs de tamanho grande, nos quais eles se encaixam, se transformando nas cabeças desses robôs. Sim, Transformers que se transformam na cabeça de outros Transformers, que também podem se transformar.

Isso chegava às raias do ridículo com a versão Headmasters de Fortress Maximus, na qual um Headmaster chamado Cerebrus se transforma na cabeça de seu corpo robô, cuja forma alternativa é a cabeça de outro robô gigante. Headmasters foi criada como um prosseguimento direto da série original, sendo que no Japão o primeiro episódio de Headmasters seguiu diretamente o último episódio da série original, The Rebirth.

E por um tempo considerável, o Japão foi o único país a produzir séries de Transformers, principalmente para alimentar a indústria de brinquedos. Na sequência de Headmasters foi lançado Super God Masterforce (sim, o nome é esse mesmo), na qual foram introduzidos pela primeira vez os Powermasters (robôs que só conseguem se transformar quando conectados a uma determinada parte) e os Pretenders, os primeiros Transformers capazes de assumir uma forma alternativa orgânica; seguido de Victory, onde foram introduzidos os Multiformers (um Multiformer só é capaz de se transformar se conectado a qualquer outro Multiformer); e finalmente por Transformers: Zone. Essa sequência de séries é chamada coletivamente de Generation 1, porque, teoricamente, seriam parte de uma mesma sequência, muito embora a série original TAMBÉM seja conhecida como Generation 1, tornando as coisas bem confusas.

Uma série chamada Generation 2 foi o retorno dos norte-americanos à franquia, com novos brinquedos, uma nova série de quadrinhos pela Marvel e uma nova série animada, que durou de 1993 a 95. Não fez muito sucesso, sendo pouco mais do que um remake da série original.

O verdadeiro retorno triunfal de Transformers ocorreu em 1995, com o surgimento de Beast Wars. Totalmente feita pela Mainframe Entertainment do Canadá (conhecida pela série ReBoot, e por ser um dos primeiros estúdios a se especializar em animação computadorizada), com roteiros focando o público mais adulto e com inúmeras referências ao passado da franquia, Beast Wars foi elogiada pela crítica, chegando a ganhar um Emmy pelos avanços técnicos, e concorrendo de igual para igual na categoria de melhor série de ficção científica com Arquivo X.

Em Beast Wars, todos os Transformers seguem o estilo Pretenders, usando carapaças orgânicas em vez de formas de veículos. Em suas três temporadas, Beast Wars levou a mitologia Transformer a um novo patamar, criando e/ou reaproveitando conceitos que se tornariam marcas registradas de todas as séries posteriores. Até mesmo neste caso os japoneses criaram séries intermediárias (os famosos fillers) para cobrir os espaços entre as duas primeiras temporadas (Beast Wars The Second) e entre a segunda e terceira temporadas (Beast Wars Neo).

Essas séries seguiam o mesmo esquema de Transformers com formas animais, mas envolviam pouco ou nada do plot oficial das séries americanas. Seu estilo de roteiro, abordagem adulta e design por computador fez sucesso entre os espectadores americanos, e uma nova sequência foi criada pela mesma Mainframe. O resultado foi Beast Machines.

Depois de uma série com fortes toques de ficção científica, foi pedido que a sequência fosse mais direcionada às crianças. Todos os roteiristas e produtores de Beast Wars foram substituídos, e Beast Machines ganhou uma abordagem totalmente diferente da série anterior por causa disso. O resultado não foi muito bom, e Beast Machines foi execrado pelos fãs da série anterior, tendo durado duas temporadas, e com um final que alterou tudo o que se conhecia de Transformers, que foi sumariamente ignorado por todas as séries seguintes.

Enquanto isso, no Japão, uma nova sequência de animações estava sendo preparada. A série Robots In Disguise (que foi exibida aqui pelo canal Jetix) serviu para cobrir o buraco entre o final de Beast Machines e o começo daquela que se tornou conhecida como a Saga de Unicron.

A Saga de Unicron engloba três séries animadas: Armada, Energon e Cybertron. Armada teve o mérito de criar os Minicons, Transformers de tamanho pequeno que podem se conectar a qualquer Transformer de tamanho grande, fazendo um upgrade em seus sistemas e se tornando armas e/ou equipamentos adicionais.

Esta saga narra os eventos apocalípticos da chegada de Unicron (o mesmo Transformer gigante da série original), sua guerra contra uma aliança forçada entre Autobots e Decepticons, e as consequências diretas da batalha e da reconstrução de Cybertron após esse combate.

Depois desta sequência, uma pausa foi dada na produção de séries, sendo retomada apenas recentemente com a produção de Transformers Animated, com um estilo gráfico totalmente distinto das séries originais, seguindo a linha de desenhos mais recentes e estilizados. Transformers Animated segue alguns conceitos do longa metragem de 2007, e provavelmente incorporará elementos do segundo filme em sua cronologia.

E quanto aos quadrinhos?
Como eu já disse na matéria anterior, durante toda a existência da série original de Transformers, a Marvel foi a responsável pelos quadrinhos dos robozões, em duas séries distintas: a série principal, de que falamos anteriormente, e a série semanal publicada pela Marvel UK na Europa, que se desenvolveu em um sentido diferente da original, com uma base científica mais consistente e mais espaço para desenvolver os personagens (exatamente por ser semanal).

Foi nessa época, em 1986, que a Marvel lançou o primeiro crossover entre Transformers e Comandos em Ação. Com quatro edições e gerando (ou ignorando) inúmeros problemas de continuidade em ambas as séries, G.I. Joe and The Transformers teve o azar de ser lançada em um período no qual vários personagens importantes do mito estavam mortos, ou assim se achava. Assim, o Comandante Cobra, Megatron e até mesmo o próprio Optimus Prime ficaram de fora, para tristeza de vários fãs. Para completar, apenas a série dos Transformers aceitou o crossover como parte de sua cronologia. Larry Hama, na época o roteirista da série dos Comandos, optou por ignorar a minissérie. O fato mais marcante de G.I. Joe and The Transformers é a destruição de Bumblebee pelos Cobra, e sua recriação como Goldbug, na tradição Transformer de ressuscitar todos os seus mortos em uma nova forma.

No ano seguinte, a Marvel americana publicou Transformers Headmasters, em sua primeira aparição em terras norte-americanas. Headmasters foi outra mini em quatro edições que apresentou o conceito de Headmasters ao público e introduziu na série oficial os primeiros robôs do gênero, assim como os Monstercons (Transformers cuja forma alternativa são monstros, e não veículos) e os Technobots (Transformers cujas formas alternativas são mais tecnologicamente avançadas que o normal, baseadas em veículos ainda em estado de protótipo).

Após o final da série Transformers em 1991, a Marvel lançou Transformers: Generation 2, em 93. Uma série regular transformada em maxissérie em 12 edições, Generation 2 expande o conflito entre Autobots e Decepticons do planeta Terra para a galáxia inteira, com Megatron em uma nova forma de tanque de guerra, lutando para reassumir a liderança dos Decepticons.

Generation 2
é mais conhecida pelo seu final, uma batalha maciça entre as diferentes gerações de Transformers, com Autobots e Decepticons forçados a combater lado a lado. Apesar de pouco se mencionar as séries originais de Transformers na atual cronologia Marvel, personagens criados em suas histórias, como Death´s Head (na série britânica) e Rompe-Circuitos ainda existem no Universo Marvel. Situação semelhante à do Ronin Vermelho, robô gigante cuja origem se passa na série do Godzilla.

Em 2002 a Dreamwave assumiu o contrato de licenciamento com a Hasbro e passou a publicar Transformers. Começando com uma série baseada no desenho original, a linha rapidamente se expandiu para uma segunda série, The War Within, que mostrava a guerra em Cybertron, milhares de anos antes de qualquer série, e uma terceira baseada nas linhas de brinquedos atuais (e nas séries de desenhos feitas pelos japoneses na época) Armada/Energon, além de uma minissérie em quatro edições, Micromasters.

A primeira minissérie da Geração 1, Prime Directive, chegou a ser publicada no Brasil, assim como as primeiras edições de Armada. Também nessa época, a Dreamwave e a Devil´s Due (que detinha os direitos de publicação de Comandos em Ação) se uniram para lançar o segundo crossover entre ambas as séries. Cada editora lançou uma minissérie em seis edições com uma história distinta, que poderia ou não fazer parte da cronologia oficial das séries.

A produção da Dreamwave só terminou devido à falência da empresa, totalizando 22 edições de Generation 1 (duas minisséries em seis edições que originaram uma série regular), quatro edições de Micromasters, 15 edições de War Within (duas minis de 6 edições e uma que deveria ter 6 mas foi cancelada na terceira), 18 edições de Armada e 12 de Energon (que formavam uma série só - a primeira Transformers Energon foi a de número 19), além de três séries More than Meets the Eye, especiais contendo fichas dos personagens, e uma edição one-shot, Transformers Summer Special, que tinha histórias das séries Generation 1, Energon, Robots in Disguise, e Beast Wars.

Uma votação elegeu Beast Wars como a próxima série de Transformers a ser lançada, e o projeto estava adiantado quando a Dreamwave deixou de existir. Uma segunda série de crossover entre Transformers e Comandos em Ação foi cancelada após a primeira edição pelo mesmo motivo.

Após a queda da Dreamwave, a IDW Publishing assumiu os personagens, atualmente um de seus maiores sucessos. Com duas minisseries iniciais, Transformers: Infiltration (estrelando a primeira geração) e Beast Wars: The Gathering, a linha de Transformers rapidamente se expandiu, tornando-se o carro chefe da editora. Comandados por Simon Furman, responsável pelos personagens já na época da Marvel e roteirista do Transformers Ultimate Fan Guide, um livro com toda a mitologia dos personagens, a IDW optou por um reboot da primeira geração, livrando os personagens de uma parte da pesada carga de cronologia, mas ainda mantendo as características básicas de todos.

A IDW optou por não manter um título mensal, mas sim uma série de minisséries, cada qual com uma história completa, incluindo os Spotlights, especiais focados em um único personagem, além de séries paralelas como Transformers Evolutions, que contém histórias sem obrigação de seguir a cronologia, e a série Generations, que republica as melhores histórias da era Marvel de Transformers.

Foi pelas mãos da IDW que tivemos o crossover com os Novos Vingadores da Marvel, em uma minissérie em quatro edições lançada em 2007. Ambientada na Latvéria, terra do Dr. Destino, a história envolve os Vingadores da época (Capitão América, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Luke Cage, Ms. Marvel, Wolverine e um herói que não era membro neste momento cronológico, o Falcão) e os Transformers Prowl, Bumblebee, Ratchet e Jazz, alem de Optimus Prime, contra o já citado Dr. Destino, que se uniu a Megatron.

Depois do enorme sucesso do filme para os cinemas dirigido por Michael Bay em 2007 (que cria uma cronologia totalmente nova, até mesmo mudando as formas de muitos dos robôs), a IDW também lançou séries ambientadas no universo dos filmes, tendo lançado o prequel e a adaptação oficial do longa, além de Reign of Starscream, sequência direta do filme, bem como prelúdios e a adaptação do segundo filme.

E não há nenhuma previsão de final para os Transformers pelas mãos da editora, que anuncia uma nova série ou especial praticamente todo mês. Se tudo continuar nesse passo, Transformers ainda tem muito chão pela frente. E todos os fãs agradecem.

Veja também:
A Verdadeira História dos Transformers - Parte 1

Galeria de Imagens de Transformers: A Vingança dos Derrotados

Resenha do Filme

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