MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
21/10/2008
MATÉRIA: A HISTÓRIA DOS QUADRINHOS NO BRASIL - PARTE 3
 
 
Capa do primeiro número de O Pasquim
 
 
Capa do primeiro volume da antologia de O Pasquim
 
 
Gip! Gip! Nheco! Nheco!: coletânea da seção do semanário
 
 
Os Fradinhos de Henfil
 
 
Zap Comix: símbolo dos quadrinhos underground
 
 
Balão: um dos símbolos do quadrinho alternativo brasileiro
 
 
O Bicho: estréias e quadrinhos antológicos
 
 
 



Depois de descobrirmos as origens das histórias em quadrinhos no Brasil e seguir a trajetória de algumas das maiores editoras do mercado, chegamos ao final desta série de artigos. Se você ainda não leu as partes anteriores, clique aqui e aqui.

O Pasquim, Henfil e o quadrinho politizado
O Brasil estava já sob a ditadura militar quando surgiu O Pasquim, o semanário que não era “nem político, nem apolítico, e sim apocalíptico”. Foi o primeiro e, até meados da década de 1980, o mais influente jornal de oposição ao regime. A publicação nasceu no final de 1968, criada pelo cartunista Jaguar e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral; era uma tentativa de substituir o tablóide humorístico A Carapuça, do recém-falecido Sérgio Porto.

O semanário recebeu este nome por sugestão de Jaguar, inspirado na história de que um monsenhor italiano chamado Pasquino escrevia fofocas e notícias para serem lidas em praça pública. Nomes como Ziraldo, Millôr Fernandes, Prósperi e Fortuna juntaram-se à equipe do Pasquim, cuja primeira edição foi lançada em junho de 1969. Inicialmente, a publicação tinha cunho comportamental e tratava de assuntos como sexo, drogas e feminismo, mas tornou-se mais politizada na medida em que a repressão aumentava, especialmente após a promulgação do AI-5. No início da década de 1970, tornou-se um fenômeno editorial, atingindo a marca de 200 mil exemplares.

O Pasquim, com humor debochado e descontraído, foi responsável por uma verdadeira renovação no estilo do jornalismo brasileiro. O humor gráfico foi conquistando espaço em suas páginas e, aos poucos, despontaram nomes como o paulista Alcy Linares Deamo, o carioca Demo (Edgar Peixoto de Moura) e os mineiros Dirceu Alves Ferreira, José Arimathéa Bastos Duayer e Ernani Diniz Lucas, ou simplesmente Nani. Também se destacaram numa perspectiva quadrinística, ao longo do tempo, Laerte, Paulo e Chico Caruso, e Ivan Lessa.

Em um dos episódios antológicos envolvendo a difícil relação entre O Pasquim e a censura, toda a redação do semanário foi presa após a publicação de uma sátira do célebre quadro em que D. Pedro II proclama a independência brasileira, às margens do Ipiranga. Mas a tentativa dos militares de tirar o jornal de circulação e enfraquecer o interesse dos leitores pela publicação foi mal-sucedida. Até fevereiro de 1971, período em que Jaguar e seus colegas encontravam-se detidos, Millôr Fernandes (que havia escapado dos militares) passou a editá-la com colaborações de Chico Buarque, Antônio Callado, Rubem Fonseca, Odete Lara, Gláuber Rocha e outros intelectuais cariocas.

A primeira coletânea do jornal foi publicada ainda em 1977, com o título de O Novo Humor do Pasquim. Jaguar, o único integrante remanescente da equipe editorial original, manteve O Pasquim circulando até o dia 11 de novembro de 1991, quando sairia a última edição, de número 1.072. Ziraldo tentou ressuscitá-lo no ano de 2001, juntamente com seu irmão, Zélio Alves Pinto. Batizada de O Pasquim 21, e contando ainda com alguns de seus antigos colaboradores, a nova versão durou até meados de 2004. No início de 2006, a editora Desiderata lançou uma antologia d´O Pasquim, de 1969 até 1971; em 2007 lançou o segundo volume da antologia, com o material produzido entre 1972 e 1973; e em janeiro deste ano, trouxe uma coletânea de Gip! Gip! Nheco! Nheco!, seção do semanário escrita por Ivan Lessa e ilustrada por nomes como Redi e Jaguar.

Pelas páginas de O Pasquim, também passou aquele que é considerado o maior nome do quadrinho de militância política no Brasil. Trata-se de Henrique de Souza Filho ou, como é mais conhecido, Henfil. É nele que os quadrinhos brasileiros iriam encontrar seu principal módulo produtivo na década de 1970, em charges, cartuns e tiras que misturavam militância política, contra o regime militar, e artística, em prol de quadrinhos que tivessem identidade nacional.

Henfil estreou como cartunista em 1964 na revista Alterosa e, no ano seguinte, passou a colaborar com o jornal Diário de Minas, além de também ter trabalhos publicados pelo carioca Jornal dos Sports e pelas revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. Muda-se pra o Rio de Janeiro em 1969, quando passa a trabalhar nas redações do Jornal do Brasil e do Pasquim, que retomaria a agudeza da crítica social da tira Os Fradinhos, que chega ligeiramente a beirar o humor negro. A tira havia sido publicada pela primeira vez ainda em 1964.

Já em 1970, lança uma revista que leva o mesmo nome de sua mais famosa tira até então, o que amplia ainda mais o público de seus personagens. O Jornal do Brasil passa a publicar, em 1972, a série do cangaceiro Zeferino, depois de uma rápida passagem pela revista esportiva Placar (com algumas ligeiras mudanças no conteúdo), estabelecendo seu estilo, baseado na crítica e na alegoria, como uma das principais armas no combate, por meio das artes, ao poder estabelecido.

Henfil investiu em um humor nacional comprometido com a luta dos oprimidos e, em particular, da classe trabalhadora. Suas criações como o próprio Zeferino, a Graúna, o bode Francisco Orelano, visavam romper as amarras não apenas da censura, mas também da autocensura, fazendo histórias em quadrinhos como quem, em suas próprias palavras, mastigava pedras, criando o suporte para suscitar pertinentes questões sobre a vida em nosso país e promovendo a manifestação do discurso político de maneira menos camuflada.

Talvez a melhor crítica sobre o trabalho de Henfil tenham sido as palavras de um dos maiores críticos de quadrinhos do país, Moacy Cirne, em seu livro História e Crítica dos Quadrinhos Brasileiros: “De traço simples, Henfil consegue captar todo o momento histórico-político vivenciado nacionalmente. Os Fradinhos, Zeferino (e Graúna, além do bode Francisco Orelhana), o Preto-que-ri, o provocador Xabu, o paranóico Ubaldo e muito mais: o mundo de Henfil agride-nos com seu humor feroz, impiedoso, caatingueiro. Um humor sem retoques: autêntico. Um humor sem frescuras: mordaz. Um humor sem preciosismos: brasileiro.”

O movimento underground
Em meados da década de 1970, o Brasil encontrava-se ainda sob o jugo da ditadura militar e, mais do que nunca, isso refletiu no discurso artístico da época. Foi o período em que a contracultura estabeleceu-se de vez, não apenas no estrangeiro, mas também por aqui: as propostas antropofágicas de Oswald de Andrade eram revisitadas e o movimento tropicalista, por elas influenciado, era uma das maiores referências culturais daqueles anos.

Como não poderia deixar de ser, os quadrinistas também absorveram esse espírito de transformação. Surgiram os comix, quadrinhos cuja terminação diferente da palavra inglesa original determinavam o espírito transgressor que se apresentava nas experiências em nível narrativo, gráfico ou temático dos trabalhos de artistas como Robert Crumb, Gilbert Sheldon e Richard Corben. Eram HQs que questionavam os valores da classe média da época, bem como os modelos pré-estabelecidos de como se fazer uma história em quadrinhos.

Logicamente, não demorou muito para que artistas brasileiros tomassem conhecimento desses trabalhos e, antropofagicamente, se baseassem neles para compor o movimento alternativo no quadrinho nacional. Nesse contexto, surgem revistas de baixa tiragem e produção quase que artesanal, como Araruta (Porto Alegre), Casa de Tolerância (Curitiba), O Outro (Recife), Cabramacho (Natal), Almanaque de Humordaz e Uai! (Belo Horizonte), Livrão de Quadrinhos e Habra Quadabra (São Paulo), Risco (Brasília). No meio dessas publicações, duas merecem destaque especial, apesar de sua curta vida. A primeira seria a paulista Balão; a segunda, a carioca O Bicho.

Com tiragem de apenas mil exemplares, Balão teve nove números (mal) impressos e pode ser considerado o marco inaugural da forma de criação e produção marginal. Em suas páginas, histórias de artistas do porte de Laerte, Guf, Luiz Gê e os Irmãos Caruso. Já O Bicho, editada pelo desenhista Fortuna e lançada pela editora Codecri (o que a levou a ter tiragens que chegavam a 15 mil exemplares, podendo atingir o público de bancas de jornais), durou oito números e trouxe histórias de nomes como Márcio Pitliuk e Paulo Caruso, o próprio Fortuna, Guidacci, Nani e Coentro. Também teve um cunho “arqueológico” nos quadrinhos brasileiros, resgatando criações de Luiz Sá, Millôr Fernandes, Carlos Estevão e Jaguar. Veiculou ainda material estrangeiro de qualidade; histórias de nomes como Wolinski, Crumb, Willen, Quino e Mary Kay Brown.

A importância destas revistas encontra-se no fato de que, trazendo aos quadrinhos a questão do experimentalismo da linguagem – elas veiculavam histórias produzidas no intuito de bater de frente com as antigas concepções estéticas baseadas nas HQs enlatadas que eram trazidas ao país até então, além da crítica ao moralismo presente em nossos costumes.

A afirmação da HQ alternativa e o amadurecimento dos super-heróis
No final dos anos 1980, as histórias em quadrinhos underground ou voltadas para o público adulto produzidas no exterior ainda encontravam dificuldade para chegar ao Brasil; ou eram editadas em álbuns caros e difíceis de encontrar, ou eram publicadas por pequenas editoras de maneira precária, sendo canceladas após uma curta vida nas bancas. Dois bons exemplos são Love & Rockets, gibi sensacional criado pelos irmãos Jaime e Gilbert Hernandez, que durou poucos números na Record; e o incomparável Lobo Solitário, dos japoneses Kazuo Koike e Goseki Kojima, que passou sem sucesso pelas editoras Cedibra e Sampa (publicado de forma completa somente neste século pela Panini). A produção de HQs nacionais ainda era, também, restrita ao circuito de fanzines ou de revistas igualmente mal-produzidas. Nossos maiores cartunistas permaneciam publicando suas tiras nas páginas de jornais.

As bancas eram agora dominadas pelas editoras Abril e Globo; a primeira, com inúmeras publicações Disney e diversos títulos dos principais heróis das maiores editoras de quadrinhos norte-americanas, Marvel e DC. A segunda com os gibis da recém-adquirida linha de personagens da Turma da Mônica. Foi quando surgiu, então, a Circo Editorial, fundada por Toninho Mendes, no intuito de produzir quadrinhos brasileiros adultos e de qualidade.

A editora, que teve apenas seis anos de vida (suas atividades foram encerradas em 1995), teve quatro revistas que não só fizeram razoável sucesso para os padrões do mercado editorial brasileiro como ajudaram a firmar os nomes de alguns de nossos principais cartunistas, além de popularizar vários de seus personagens. A primeira delas, Circo, teve oito edições (mais um especial) e trazia talentos como Laerte, Angeli, Glauco, e os veteranos Luiz Gê e Paulo Caruso. Foi editada por Luiz Gê e Toninho Mendes. Geraldão trazia o personagem-título criado por Glauco, um porra-louca que sofria de complexo de Édipo.

Havia também Níquel Náusea, revista de Fernando Gonzales, que além de sua criação principal, o rato que dava nome ao gibi, trazia ainda histórias do mago Vostradeis e também de outros cartunistas, como Spacca, Newton Foot, Laerte e Fábio Zimbres. E a mais conhecida revista da editora, Chiclete com Banana, que trazia histórias de Angeli, onde ele apresentava alguns de seus personagens que viriam a se tornar clássicos, como Skrotinhos, Rê Bordosa e Bob Cuspe. Também eram publicadas histórias de outros autores, como Laerte (que estreou seus Piratas do Tietê nessa revista) e Glauco. A revista trazia ainda as aventuras de Los Três Amigos, uma sátira western produzida em conjunto por Angeli, Laerte e Glauco. Mais tarde, juntou-se a eles o gaúcho Adão Iturrusgarai, criador das tiras da adolescente Aline.

São também dignas de nota as revistas Tralha e Animal. A Tralha, lançada pela editora Vidente, teve apenas dois números, mas serviu para apresentar ao país nomes que viriam a ser reconhecidos como dois dos maiores quadrinistas brasileiros: Marcatti e Lourenço Mutarelli. Já a Animal trazia um impressionante mix de histórias européias, brasileiras e norte-americanas, cujos temas incluíam sempre sexo, drogas e violência, criadas por artistas como o italiano Andrea Pazienza, entre muitos outros. A Vidente ainda lançou a Porrada Special e em seguida a Pau Brasil, que trazia somente material nacional, como o Quebra-Queixo, de Marcelo Campos e Piratininga, série criada por Arthur Garcia.

Já a Abril e a Globo refletiram o movimento de amadurecimento ocorrido na indústria norte-americana de quadrinhos. Nomes como Frank Miller, e os britânicos Grant Morrison, Neil Gaiman e Alan Moore (considerado por muitos o maior roteirista de todos os tempos) injetaram sangue novo nos títulos das grandes editoras. O primeiro a chegar foi Batman - O Cavaleiro as Trevas, surpreendente interpretação de Miller para o futuro do Homem-Morcego.

De Moore, a Abril publicou, entre outros, A Piada Mortal, história indispensável para a compreensão da relação de Batman com o Coringa, e Watchmen, que simplesmente redefiniu os conceitos das histórias de super-herói. Já a Globo inovou ao trazer para o Brasil a aclamada série Sandman, escrita por Gaiman, que apresentava um universo ao mesmo tempo sombrio, onírico e poético; e o igualmente elogiado mangá futurista Akira, escrito e desenhado por um dos maiores talentos do Japão, Katsuhiro Otomo. Mas a Globo não obteve as vendas que esperava em ambas as séries e as concluiu com atraso e reclamações dos fãs, entre outros imprevistos.

Dos anos 1990 aos dias de hoje
Durante a última década do século XX, a situação dos anos anteriores se manteve. Com as revistas adultas de quadrinistas nacionais canceladas e os títulos alternativos também em processo de decadência, o material que se encontrava era ainda os super-heróis e os personagens Disney, pela agora gigante Editora Abril, e a linha de gibis da Turma da Mônica, pela não menos gigantesca Editora Globo. Todo o material fora da égide destas duas editoras acabava engolido pelas baixas vendas (ocasionadas pela desinformação do público, que consome o mais palatável) e pelos esquemas de distribuição precários. Outras desistiram já em seus primeiros meses de funcionamento devido a políticas econômicas, como a Best News, que chegou a lançar duas edições de Ken Parker, e uma edição de cada de sucessos como Concreto e Jonny Quest.

A exceção eram algumas graphic novels publicadas pela editora Devir e pela Globo, como Sin City, o delírio noir de Frank Miller. A maior novidade para o mercado de banca veio em 1996, quando a Globo tentou entrar novamente na briga dos quadrinhos de super-heróis. A editora norte-americana Image Comics, recém-fundada por alguns dos desenhistas de maior sucesso da indústria na época (como Erik Larsen, Jim Lee e Marc Silvestri), tinha alguns poucos personagens publicados pela Abril, como Savage Dragon e Spawn, mas uma grande parte deles (Gen13, Wildcats, Cyberforce e Witchblade) acabou nas bancas pela Globo. Mas novamente, as vendas não foram o que a editora esperava, o que levou ao cancelamento de todos os títulos, inclusive da revista Wizard, interrompida na edição #15.

Alguns desses títulos da Image Comics foram retomados pela editora Abril em 1998, que também não alcançou as metas de vendas esperadas e cancelou-as em pouco tempo. Apesar disso, a editora tentou investir em diversificação e trouxe vários títulos interessantes, como o Almanaque Vertigo, que publicava algumas das séries do selo adulto da DC Comics de maior repercussão no mundo dos quadrinhos, como Hellblazer (estrelada por John Constantine, que ganhou recentemente uma sofrível adaptação cinematográfica); também é digna de nota a publicação, em 1998, de Estranhos no Paraíso, série surgida nos EUA em 1993 e que se diferenciava por ter uma trama calcada na realidade, além da arte realista de Terry Moore.

Mais para o fim da década, e no começo deste século, começaram a surgir novamente editoras “nanicas” que se propunham a publicar as elogiadas séries norte-americanas que não haviam dado certo no Brasil, ou nem mesmo tinham dado as caras por aqui, visando atender a um público que se tornava cada vez mais exigente. Entre outras, pode-se citar a Brainstore, que nasceu em 1999 e trouxe ao Brasil Os Invisíveis (escrito por Grant Morrison), e Transmetropolitan (com roteiros de Warren Ellis, outro nome em ascensão na indústria), além de relançar Sandman. Estas revistas eram produzidas visando a distribuição, em pequena escala, para lojas especializadas em quadrinhos, que foram se popularizando ao longo da década.

Nas bancas, começava a invasão do mangá, os quadrinhos japoneses, catapultada pelo sucesso de vários desenhos animados também orientais. Os grandes nomes nesse segmento foram as editoras Conrad, que trouxe títulos de público certo como Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, inovando nos lançamentos com a leitura oriental, ou seja, da direita para a esquerda; e JBC, com, por exemplo, YuYu Hakusho. Mas a Conrad não parou por aí e voltou-se também para o mercado de lojas especializadas e livrarias, trazendo títulos de quadrinistas alternativos como o correspondente de guerra Joe Sacco (considerado o criador de um novo gênero, o jornalismo em quadrinhos), o papa do quadrinho erótico Milo Manara, mangás alternativos como os de Suehiro Maruo, republicações de Sandman em luxuosos volumes de capa dura, e muito mais.

O começo deste século também marcou a derrocada da Editora Abril no mundo dos super-heróis. Primeiro, perdeu os direitos da Marvel Comics para a multinacional italiana Panini. Na verdade, a Panini há alguns anos era quem representava a Marvel no licenciamento de seus personagens na América Latina e na Europa e, no fim de mais um contrato com a Abril, resolveu não renová-lo e assumir ela mesma a publicação dos títulos. Depois, deu o golpe de morte na editora ao ganhar também os direitos de publicação da DC Comics. Ampliando o território, conseguiu “surrupiar” Mauricio de Sousa e a Turma da Mônica da Globo, no início do ano passado, e ainda possui uma linha de mangás, tendo investido também em alguns materiais europeus e de editoras norte-americanas menores.

Os amantes dos quadrinhos têm, hoje em dia, uma gama bastante variada de lançamentos de qualidade, incluindo material nacional, não apenas com relação ao conteúdo e variedade de títulos, mas também ao acabamento gráfico das edições. Devir (que ainda publica álbuns de cartunistas brasileiros com Angeli e Laerte), Cia. das Letras, Opera Graphica, Via Lettera, e as novatas Pixel, Zarabatana e HQM (cuja equipe editorial é integrada por esta signatária), e muitas outras, além de diversas publicações independentes, são a prova de que os quadrinhos no Brasil ainda terão muita história para contar.

  facebook


Watchmen, de Alan Moore: redefinição das histórias de super-heróis
 
Tags : O Pasquim, Henfil e o quadrinho politizado, O Pasquim, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, A Carapuça, Sérgio Porto, Pasquino, Ziraldo, Millôr Fernandes, Prósperi, Fortuna, Alcy Linares Deamo, Demo, Edgar Peixoto de Moura, Dirceu Alves Ferreira, José Arimathéa Bastos Duayer, Ernani Diniz Lucas, Nani, Laerte, Paulo, Chico Caruso, Ivan Lessa, D. Pedro II, Chico Buarque, Callado, Rubem Fonseca, Odete Lara, Gláuber Rocha, O Novo Humor do Pasquim, Zélio Alves Pinto, O Pasquim 21, Desiderata, Gip! Gip! Nheco! Nheco!, Redi, Henrique de Souza Filho, Henfil, Alterosa, Diário de Minas, Jornal dos Sports, Realidade, Visão, Placar, O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Os Fradinhos, Zeferino, Graúna, Francisco Orelano, Moacy Cirne, História e Crítica dos Quadrinhos Brasileiros, O movimento underground, Oswald de Andrade, Robert Crumb, Gilbert Sheldon, Richard Corben, Araruta, Casa de Tolerância, O Outro, Cabramacho, Almanaque de Humordaz, Uai!, Livrão de Quadrinhos, Habra Quadabra, Risco, Balão, O Bicho, Guf, Luiz Gê, Codecri, Márcio Pitliuk, Guidacci, Coentro, Luiz Sá, Carlos Estevão, Wolinski, Willen, Quino, Mary Kay Brown




 

Seções
HQ Maniacs
Redes Sociais
HQ Maniacs - Todas as marcas e denominações comerciais apresentadas neste site são registradas e/ou de propriedade de seus respectivos titulares e estão sendo usadas somente para divulgação. :: HQ Maniacs - fundado em 19.08.2001 :: Brasil