MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
24/07/2008
MATÉRIA: CORINGA - O PALHAÇO DO CRIME - PARTE 2
 
 
Batman une forças com o Coringa
 
 
The Joker #1: gibi-solo do Coringa
 
 
Coringa demonstra seu ´amor´ a Canário Negro
 
 
A Filha do Coringa luta com a Batgirl
 
 
Duela Dent, vestida como Arlequim
 
 
O Coringa tenta registrar os seus peixes
 
 
O Coringa comemora aniversário em grande estilo
 
 
O Coringa encontra o Hulk - arte de Garcia-Lopez
 



“Se não pudéssemos rir, seriamos todos insanos”.
Jimmy Buffet, cantor e compositor.

Bem, estamos na área mais uma vez! Em nosso último encontro exploramos a vida e a obra do Coringa (Joker), o maior e mais famoso adversário do Batman, e a carreira criminosa do Palhaço do Crime rendeu muito assunto (caso não tenha lido esse artigo, clique aqui).

Falamos sobre a sua primeira aparição em Batman #1; colocamos na mesa a polêmica em torno de quem realmente criou o sorridente personagem; “passeamos” por um longo período que ia dos anos quarenta até o final dos anos sessenta relembrando alguns dos grandes crimes do Coringa; nos recordamos do ator Cesar Romero, que de forma magnífica interpretou o Palhaço do Crime no inesquecível show televisivo Batman, a Série de TV, e para finalizar mostramos como após um período ausente dos quadrinhos, o Coringa voltou com tudo e nem um pouco prosa no inicio dos anos setenta. Querem saber um pouquinho mais sobre o personagem? Se estiverem interessados, por favor, venham conosco!

:: Os Anos Setenta
Após uma ausência de três anos, em setembro de 1973 o Coringa retornou às luzes da ribalta no gibi Batman #251, e voltou do jeitinho que o povo gosta: matando todo mundo que aparecesse na sua frente! Pelo que sabemos, o público na época gostou do que viu, tanto que no início de 1975 o Palhaço do Crime voltou à cena de novo em uma aventura publicada em The Brave and the Bold #111 chamada “Death Has the Last Laugh” (A Última Gargalhada é da Morte, em uma tradução não-literal), onde o Coringa é acusado de uma série de assassinatos. Só havia um pequeno detalhe por trás desses crimes: o Coringa não era o culpado por eles!

E aí uma improvável aliança entre o sorridente vilão e o Cavaleiro das Trevas é estabelecida a fim de procurar os verdadeiros culpados pelas matanças. Obviamente, essa aliança não foi duradoura, já que em Batman #260 o Homem-Morcego quase foi morto pela mortífera fórmula do riso de seu arquiinimigo na história “This One I’ll Kill You, Batman” (Dessa Vez Eu Te Mato, Batman). As bem-sucedidas aparições do Coringa ocorridas entre 1974 e 1975 motivaram Julius Schwartz (lendário editor que trabalhou na DC Comics entre os anos quarenta e oitenta) a fazer algo ousado até para os atuais padrões editoriais: lançar uma revista bimestral totalmente dedicada ao Palhaço do Crime!

The Joker #1 chegou nas bancas em maio de 1975, e sua proposta editorial até que era interessante, já que a cada edição o Coringa enfrentaria algum herói ou vilão do Universo DC, em histórias leves e descompromissadas. Entre as histórias publicadas no gibi The Joker podemos citar “A Gold Star for the Joker” (Uma Estrela Dourada para o Coringa), publicada na quarta edição da revista e onde o Palhaço do Crime inacreditavelmente se mete em uma acirrada luta contra o Arqueiro Verde (Green Arrow) pelo amor da heroína Canário Negro (Black Canary)!

Em The Joker #7 o sorridente criminoso mediu forças com Lex Luthor na divertida aventura “Luthor – You’re Driving Sane” (Luthor – Você Está me Levando à Sanidade), só que pelo visto essa história e as outras publicadas anteriormente em The Joker não encantaram suficientemente os fãs, e após a nona edição o gibi foi cancelado. Mas o lançamento de um gibi-solo do Coringa não foi a única ousadia que fizeram com o personagem, já que em 1976 o vilão ganhou nada mais nada menos que uma filha!

:: A Filha do Coringa
Em setembro de 1975 foi lançada a revista Batman Family, e o seu objetivo básico era republicar antigas histórias dos anos quarenta e cinqüenta e trazer aventuras-solo de personagens que faziam parte da Mitologia do Homem-Morcego, como Robin, Batgirl, Morcego Humano e Caçadora. Em Batman Family #6 o roteirista Bob Rozakis e o desenhista Irv Novick botaram o Menino-Prodígio para investigar o roubo de documentos pertencentes a uma falecida escritora de romances policiais. Todavia, o que parecia ser um crime comum repentinamente transformou-se em um caso bizarro quando o parceiro do Batman descobriu que tais documentos foram surrupiados por uma criminosa auto-intitulada Filha do Coringa.

Vestindo roupas semelhantes às do Palhaço do Crime, a vilã praticamente fez Robin de gato e sapato nessa aventura e posteriormente voltou a dar as caras em Batman Family #8 e Batman Family #9, dessa vez acompanhada pelas filhas da Mulher-Gato, do Espantalho, do Charada e do Pingüim, e com o conhecimento de um pequeno segredo guardado na manga: a identidade secreta do jovem herói! Com a providencial ajuda da Batgirl, o Menino-Prodígio derrotou a Filha do Coringa e descobriu que as outras “filhas” dos inimigos do seu mentor na verdade eram apenas disfarces usados pela vilã para perturbá-lo, e outra coisa que também foi descoberta por Robin foi que o verdadeiro nome da suposta Filha do Coringa era Duela Dent, e ela era nada mais nada menos que a filha de Harvey Dent, famoso inimigo do Batman mais conhecido pela alcunha vilanesca de Duas-Caras!

Mas como surpresa pouca é bobagem, é revelado também que a jovem criminosa não era, digamos assim, uma “menina má”. Na verdade, Duela Dent cometeu diversos “crimes” para chamar a atenção de Robin e provar ao Menino-Prodígio que ela poderia ser uma boa heroína e que teria condições de compensar pelo menos parte dos crimes cometidos pelo seu verdadeiro pai.

Bob Rozakis realmente tomou gosto pela esquisita anti-heroína que havia criado, e decidiu utilizá-la nas aventuras da Turma Titã (Teen Titans), o famoso super-grupo de jovens heróis da DC Comics. A Filha do Coringa fez sua estréia como integrante da equipe adolescente em fevereiro de 1977 no gibi Teen Titans vol.1 #46, e em Teen Titans vol.1 #48, juntamente com seus novos colegas, ela teve a oportunidade de encarar seu verdadeiro pai, e após esse infeliz encontro com o seu progenitor, Duela trocou de uniforme e de codinome heróico, passando a se auto-denominar Arlequina (ou Arlequim, dependendo do tradutor).

Rozakis tinha planos de explorar melhor a personalidade de Duela e até mesmo estabelecer um eventual romance dela com o Menino-Prodígio, todavia o cancelamento de Teen Titans e a troca de roteiristas em Batman Family fizeram os planos do escritor irem por água abaixo. E fez também com que a personagem ficasse por um longo e longo tempo no Limbo dos Quadrinhos, já que nos anos oitenta e noventa ela raramente foi utilizada por algum roteirista.

Entretanto, nos últimos anos a sorridente heroína voltou a ter destaque no Universo DC: a partir de 2005 Duela teve algumas aparições na série mensal Teen Titans vol.3, sendo caracterizada como uma esquizofrênica que em um momento afirmava ser filha do “vilão x”, e que duas horas depois afirmava ser filha do “vilão y”. Para os membros da nossa audiência que não gostam de saber as coisas por antecipação, recomendamos a não-leitura dos próximos dois parágrafos; para aqueles que preferem dar vazão à sua curiosidade, pedimos que leiam o parágrafo a seguir e descubram a “verdade verdadeira” sobre a Arlequina!

O que foi uma pena para Duela Dent é que na revista Countdown #51 ela foi assassinada, só que depois disso a verdade sobre a sua origem foi revelada, em uma história que ainda esse ano será publicada aqui no Brasil. Na edição especial Countdown Presents: The Search for Ray Palmer – Crime Society foi revelado que Duela Dent era originária da Terra-3, um mundo extra-dimensional habitado por versões malignas dos heróis do Universo DC e versões benignas dos vilões do mesmo Universo; e a sua personalidade esquizofrênica foi resultado direto do seu dom de nascença, que era a habilidade de “viajar” (ainda que de forma involuntária) entre as dimensões.

Também neste especial foi revelado que Duela era filha de dois dos maiores heróis da Terra-3, o Jokester (uma versão heróica do Coringa, ainda sem nome em português) e da Três-Caras (Three-Face, uma contraparte feminina e “boazinha” do Duas-Caras), e “de quebra” seu interesse pelo Menino-Prodígio foi explicado: enquanto morava na Terra-3, Duela era apaixonada por Talon, a versão maligna do Robin que habitava esse estranho mundo.

Pois é, justamente quando a DC Comics deu para a simpática Duela Dent um background interessante – fazendo com que de certa forma ela fosse realmente a filha do Coringa – a personagem ganhou de presente dos editores e escritores da editora uma sepultura... Mas, como no Mundo Encantado dos Quadrinhos a Morte é algo relativo, quem sabe um dia a Filha do Coringa não volta a aparecer? Iremos esperar... Mas enquanto isso é melhor voltarmos para os anos setenta, com o propósito de relembrar uma das melhores fases que o Homem-Morcego teve em toda a sua trajetória editorial.

:: O Palhaço do Crime segundo Steve Englehart
Em meados dos anos setenta os leitores encontravam duas interpretações para o Coringa nos gibis da DC Comics: a primeira era o assassino frio, cruel, bem-humorado e até certo ponto racional das histórias escritas por Denny O’Neil e Bob Haney que eram publicadas em Batman, Detective Comics e The Brave and the Bold; a segunda era o grande bobo da corte mais interessado em aplicar golpes mirabolantes que aparecia no gibi The Joker. Talvez essa fosse uma situação interessante para a DC Comics, mas ela não perduraria para sempre, já que o destino do Palhaço do Crime cruzou com o de Steve Englehart.

Para quem não sabe, Steve Englehart é um escritor que durante os anos setenta acumulou uma enorme quantidade de sucessos artísticos e comerciais na Marvel Comics. Isso foi razão mais do que suficiente para no início de 1977 a DC Comics contratá-lo a peso de ouro e dar-lhe “de presente” a revista Detective Comics, já que um dos sonhos profissionais de Englehart sempre foi escrever histórias do Batman. Dito isso, em maio de 1977 Englehart estreou na revista Detective Comics #469, e a partir desse momento os leitores puderam acompanhar uma das melhores caracterizações que o Homem-Morcego já teve em toda sua carreira editorial.

Investindo bastante no lado “humano” do Cavaleiro das Trevas, Englehart deu aos fãs algo que na prática eles nunca viram: um Bruce Wayne – o alter ego do Batman – retratado com relevância, profundidade e acompanhado por uma bela e instigante namorada, a socialite Silver St. Cloud. Tal caracterização foi ainda mais valorizada pela fantástica arte do então iniciante Marshall Rogers, só que por mais maravilhosas que fossem as histórias concebidas por Englehart e Rogers, sejamos francos: qual seria a graça delas se o Coringa não aparecesse para desafiar o Cruzado Embuçado?

Em fevereiro de 1978 o gibi Detective Comics #475 trouxe a história “Laughing Fish” (O Peixe Sorridente), e nela o Palhaço do Crime levou a cabo um de seus mais insanos planos: ele simplesmente envenenou as principais regiões pesqueiras dos EUA com sua fórmula do riso, deixando todos os pescados com um belo sorriso na face. Tal ação somente passou a fazer sentido quando no dia seguinte ao envenenamento o Coringa invadiu o Departamento de Marcas e Patentes de Gotham City e exigiu que os peixes sorridentes fossem registrados como uma marca pertencente a ele. Ora, o Coringa não fora o responsável pelo envenenamento dos peixes? Os peixes não tinham um sorriso idêntico ao do seu envenenador?

Na amalucada cabeça do Palhaço do Crime não havia nada mais justo do que registrar os peixes e ganhar um dinheiro em cima de quem os consumisse, e se algum funcionário do Departamento de Marcas e Patentes não concordasse em fazer tal registro, era melhor ele se preparar para vestir um paletó de madeira, já que o Coringa nunca aceitou um “não” como resposta. O Cavaleiro das Trevas não podia permitir que tal insanidade fosse levada adiante e na edição seguinte de Detective Comics houve um antológico duelo entre os dois antagonistas em um prédio em construção, duelo esse que acabou com o desaparecimento do seu arquiinimigo nas águas poluídas da baía de Gotham.

Assim que assumiu a responsabilidade pelos roteiros de Detective Comics, Englehart fez uma intensa pesquisa sobre o Batman e outros personagens que giravam em torno do Cavaleiro das Trevas, e se deparou com a caracterização do Coringa concebida por Bill Finger, Bob Kane e Jerry Robinson no início dos anos quarenta, onde o Palhaço do Crime era retratado como um sagaz mestre do crime dotado de imenso sangue-frio quando matava suas vitimas e absolutamente calculista quando executava seus planos. Englehart também percebeu que o vilão era retratado dessa maneira por Denny O’Neil e concluiu que essa caracterização guardava a verdadeira “essência” do personagem, porém ele não queria pura e simplesmente copiá-la, ele queria levá-la para um outro patamar... Ele queria elevar à potência máxima a insanidade latente que existia previamente em caracterizações mais “ingênuas” do personagem, a fim de torná-lo completamente imprevisível, porém ainda mantendo a “chama assassina” e a genialidade criminosa que havia no começo dos anos quarenta.

Uma leitura atenta das histórias trazidas em Detective Comics #475 e Detective Comics #476 (publicadas no Brasil em Superamigos #11, 1986, Ed. Abril) demonstra que ele obteve sucesso nessa empreitada, e nos anos que se seguiram a caracterização criada por Englehart foi a mais usada pelos roteiristas que o sucederam nos títulos do Homem-Morcego. O que lamentamos é que a passagem de Steve Englehart e Marshall Rogers por Detective Comics encerrou-se após a publicação dessa clássica história, e eles somente visitariam em parceria o Universo do Cavaleiro das Trevas em 2005 na minissérie em seis partes Batman: Dark Detective, onde botaram o Coringa como candidato nas eleições gerais de Gotham City, conferindo ao criminoso um “delicadíssimo” slogan: “Votem em mim ou eu irei matá-los!”.

Talvez essa minissérie não tenha resgatado a magia que o trabalho original da dupla tinha, mas ela tem sua importância porque foi o último trabalho profissional de Rogers, que veio a falecer em 2007, provavelmente devido a complicações cardíacas. Mas a vida continua, não é mesmo? E nós continuaremos aqui a falar mais algumas coisinhas sobre o Palhaço do Crime, dessa vez adentrando nos anos oitenta.

:: Os Anos Oitenta
Na primeira metade dos anos oitenta, os personagens da DC Comics não estavam exatamente no auge da popularidade. Não que as coisas estivessem desgraçadamente ruins, elas simplesmente estavam longe de serem ótimas, e isso incluía também os embates entre o Cavaleiro das Trevas e o seu eterno arquiinimigo. Entre as aventuras ocorridas nesse período podemos destacar uma que foi publicada em março de 1980 na revista Batman #321, batizada com o “singelo” titulo “Dreadful Birthday, Dear Joker!” (Apavorante Aniversário, caro Coringa, publicada no Brasil em Batman #70, 1983, Ebal e em Lendas do Cavaleiro das Trevas #13, 2003, Opera Graphica Editora), onde o Coringa decidiu comemorar o seu aniversário em grande estilo, confeccionando um bolo gigante cujas velas eram os corpos dos seus adversários.

No ano seguinte, em Detective Comics #504, o Homem-Morcego enfrentou um exército de brinquedos assassinos enviados pelo Palhaço do Crime na história “The Joker’s Rumpus Room Revenge” (A Estrondosa Sala de Vingança do Coringa, em uma tradução não-literal), entretanto, certamente o grande evento dos quadrinhos em 1981 foi o crossover intereditorial realizado pela Marvel Comics e DC que reuniu no gibi DC Special Series #27 o Incrível Hulk e o Batman, em uma aventura roteirizada por Lein Wein e desenhada por Jose Luiz Garcia-Lopez onde os dois heróis tiveram que encarar a entidade cósmica conhecida como Figurador (Shaper of Worlds) e o mais sorridente de todos os criminosos de Gotham City, e que aqui no Brasil foi publicada em uma edição especial pela Ebal em 1982 e em 1993 pela Editora Abril na terceira edição da série Grandes Encontros Marvel e DC.

Todas as três aventuras que citamos logo acima até tinham o seu charme, porém se faziam necessárias algumas providências da parte da DC Comics para “agitar” o seu universo de personagens, e entre 1984 e 1986 elas foram postas em prática: Dick Grayson largou a vida besta de parceiro do Homem-Morcego e assumiu a identidade heróica de Asa Noturna; o órfão Jason Todd foi acolhido por Bruce Wayne e transformou-se no segundo Robin; a saga Crise das Infinitas Terras reestruturou todo o Multiverso DC dando aos leitores um novo começo para velhos personagens e em 1986 a minissérie O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight Returns) impactou de maneira decisiva toda a indústria estadunidense de quadrinhos.

Concebida pelo escritor, desenhista e hoje cineasta Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas se ambientava em um futuro não muito distante, onde um Bruce Wayne cinqüentão e aposentado decide retomar as suas atividades como vigilante noturno diante do caos em que se encontra Gotham City. Humor negro, violência extrema, crítica social e um texto afiadíssimo foram as marcas registradas dessa grande série em quatro partes, só que aí, como sempre, precisamos perguntar: qual seria a graça dessa aventura se o Coringa não participasse dela?

Logo no primeiro capítulo da minissérie encontramos o Palhaço do Crime internado no Asilo Arkham em estado catatônico, estado esse que rapidamente se dissipou assim que ele descobriu que o seu “querido” Batman havia voltado à ativa. Já completamente desperto para a vida, no terceiro capítulo o Coringa empreende uma espetacular fuga, deixando um rastro de trezentos corpos para trás e dirigindo-se para um parque de diversões onde pretende aumentar ainda mais esse número, e justamente no Túnel do Amor desse parque acaba acontecendo o grande duelo final entre os eternos antagonistas.

Durante esse duelo Batman partiu o pescoço do Coringa, deixando seu inimigo à beira da morte, e podendo livrar de vez o mundo do mal que era o Palhaço do Crime, o Homem-Morcego hesitou em executá-lo... O que foi a deixa para o Coringa ridicularizá-lo e, por fim, suicidar-se, contorcendo seu pescoço quebradiço. Desde 1987 O Cavaleiro das Trevas teve várias publicações em terras tupiniquins, sendo que a última foi lançada em 2007 pela Panini Comics.

O Cavaleiro das Trevas nos deu uma visão única do Batman, e o seu grande nêmesis também foi magnificamente retratado por Miller, porém algo que fica patente para qualquer um que lê essa grande aventura é o subtexto homoerótico que permeia todas as aparições do Coringa na minissérie. O Palhaço do Crime somente refere-se ao seu inimigo como “querido” ou “lindo”, além de dirigir-lhe lânguidos olhares, isso sem falar que o fato de Miller ter escolhido o Túnel do Amor como local para a batalha final certamente está longe de ser uma mera coincidência. Denny O’Neil – que foi o editor da minissérie – pessoalmente não acha que essa seja a melhor abordagem para o personagem, porém ele entendeu que dentro do contexto da história tal visão funcionaria bem e não a vetou.

E Miller, o que acha dessa polêmica? Bem, toda vez que é questionado sobre isso, de maneira provocativa Frank Miller simplesmente afirma que todo mundo sabe que o Coringa sempre foi apaixonado pelo Batman! Nos anos que se seguiram, a sexualidade do sorridente criminoso foi novamente questionada e ele também teve algumas chances para provar que era “macho”, mas se a nossa audiência quer saber mais sobre isso é melhor continuar acessando diariamente o HQ Maniacs, já que esses e outros assuntos serão mostrados na terceira e última parte dessa série de artigos sobre o maior comediante criminoso de todos os tempos. Até lá!


Brodie Bruce, também conhecido como Claudio Roberto Basilio.

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Coringa usa brinquedos mortais contra o Batman
O Palhaço do Crime - arte de Frank Miller
 


 

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