MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
05/03/2007
MATÉRIA: MOTOQUEIRO FANTASMA - PARTE 2
 
 
Ghost Rider #1: o Motoqueiro volta à ativa
 
 
Dan Ketch - Arte de Saltares e Texeira
 
 
Spirits of Vengeance #1: Blaze e o Motoqueiro
 
 
Heart of Darkness: aliado a Wolverine e Justiceiro
 
 
Ghost Rider #46: Vingança, um novo Motoqueiro
 
 
Ghost Rider #79: origem revelada e novo uniforme
 
 
Ghost Rider #94: edição inédita - o Rei do Inferno
 
 
Ghost Rider #1-Marvel Knights: a volta de Blaze
 



"Quando sangue inocente é derramado, surge o Espírito da Vingança!"

Aqui estamos novamente! Aqueles que leram a primeira parte deste artigo sobre o Motoqueiro Fantasma, descobriram que antes do diabólico motociclista surgir já existia um outro “ghost rider”, que era um caubói no Velho Oeste; descobriram também as diferentes versões que cada um dos criadores do personagem conta sobre a sua criação e tiveram a oportunidade de saber mais sobre a origem e o desenvolvimento de Jonathan “Johnny” Blaze, um motociclista e dublê que, após ser obrigado por Mefisto a dividir seu corpo com um antigo espírito demoníaco chamado Zarathos, simplesmente “tocou o terror” enquanto seu gibi foi publicado nos anos setenta e inicio dos oitenta. Todavia, os anos noventa e o início do século XXI trariam muitas coisas novas para o Motoqueiro.

No final dos anos oitenta e início dos noventa, os heróis ou “anti-heróis” casca-grossas e que batiam pesado na bandidagem estavam com a cotação altíssima no mercado americano de comics. Os gibis do Justiceiro vendiam que nem água no deserto e o mutante Wolverine havia se consolidado de vez como o favorito dos fãs. Ora, não precisamos ser especialistas em tendências de mercado para perceber que o momento era mais do que propício para o revival de um sujeito violento e com o visual incrementado como o Motoqueiro Fantasma. Mas, por incrível que pareça, havia pessoas na Marvel Comics que não acreditavam no potencial do Motoqueiro Fantasma! Vejam só o que o escritor e editor Howard Mackie falou sobre isso em entrevista para o sitio eletrônico Vengeance Unbound (especializado no Motoqueiro): “Eu particularmente adorava o trabalho de DeMatteis no final da última série regular do Motoqueiro Fantasma, e todo mundo na Marvel sabia que eu amava o personagem. Eu trabalhava na Marvel (fazendo parte do staff editorial) no final dos anos oitenta e Mark Gruenwald (então editor executivo) sugeriu que eu parasse de falar do personagem e escrevesse uma proposta para uma nova série com o Motoqueiro. (...) O departamento de vendas tentou ‘matar’ a série várias vezes antes de iniciarmos o projeto. Eles puseram todo tipo de obstáculo possível que poderiam ter criado. Foi somente graças aos esforços de Bobbie Chase (primeira editora do título) e Tom DeFalco (editor-chefe) que a série viu a luz do dia. (...) Eu estava no escritório de Bobbie Chase um dia e um dos principais roteiristas da Marvel naquela época apareceu para uma visita. Ele deu uma olhada na capa de Ghost Rider #1 e disse: ‘Eles estão trazendo essa coisa de volta?’. Então ele me olhou nos olhos e disse francamente que a revista seria cancelada após quatro edições. Eu tive uma enorme satisfação quando soube que as primeiras edições venderam mais que tudo que a Marvel publicava naquela época – inclusive as revistas escritas por esse roteirista.”. É, já deu para percebermos que a volta do Motoqueiro foi um baita sucesso, mas qual foi a história envolvendo o personagem que arrebatou de maneira tão fulminante assim os leitores? Vamos contá-la, então...

O relançamento do gibi Ghost Rider ocorreu em maio de 1990 (no Brasil em Marvel Force #3, Ed. Globo e Superaventuras Marvel # 127, Ed. Abril) com roteiro de Mackie e arte de Javier Saltares e Mark Texeira, e nele fomos apresentados a Daniel “Dan” Ketch, um jovem mal saído da adolescência que um dia estava passeando com a sua irmã Barbara Ketch e resolveu tomar um atalho para casa através do cemitério de Cypress Hill, em Nova York. Enquanto estavam caminhando dentro do cemitério, ambos viram um líder criminoso chamado Algoz (Deathwatch) cercado por seus capangas, e escondidos decidiram observar o que estava acontecendo. O tal Algoz estava lá com o propósito de executar um sujeito, e quando ele fez isso Barbara ficou tão horrorizada que gritou alto o bastante para chamar a atenção dos bandidos. Ora, o Algoz não poderia permitir que o assassinato cometido por ele tivesse testemunhas e por isso ordenou aos seus comparsas que matassem aqueles moleques intrometidos, e o resultado é que Barbara foi baleada. Desesperado, Dan fugiu carregando sua irmã ferida e acabou caindo dentro de um ferro-velho vizinho ao cemitério. Mal chegou no ferro-velho, Dan viu uma moto abandonada, cuja entrada do tanque de combustível estranhamente brilhava. Mesmo com os capangas do Algoz na sua cola, a curiosidade foi mais forte que o medo e Dan tocou na entrada do tanque de combustível brilhante. E aí... Uma extraordinária transformação tomou conta do corpo de Dan Ketch e da motocicleta abandonada, e após longos anos o Motoqueiro Fantasma finalmente voltava a caminhar sobre a Terra! E o resto da história já podemos deduzir: o Motoqueiro se livrou facilmente dos bandidos e a toda velocidade levou Barbara Ketch ao hospital mais próximo.

Nesse retorno do Motoqueiro Fantasma várias coisas mudaram, além do hospedeiro da diabólica entidade. Saltares concebeu um novo visual para o personagem, constituído de jaqueta, calça, luvas e botas mais encorpadas, repletas de detalhes metálicos pontiagudos. Inicialmente Ketch se transformava somente quando encostava uma de suas mãos na entrada do tanque de combustível da moto encontrada no ferro-velho ou então quando, segundo as palavras do próprio Motoqueiro, “sangue inocente é derramado”. Porém, com o desenvolvimento da série, Dan aprendeu a invocar o Motoqueiro sem depender desses fatores. As chamas demoníacas que antigamente o Motoqueiro criava e manipulava ficaram em segundo plano, porém, para compensar, o personagem ganhou correntes em chamas com alto poder de extensão, que invariavelmente eram usadas para atacar ou “laçar” seus adversários. Conforme o desejo do Motoqueiro, essas correntes podiam se transformar em dardos ou até mesmo em shurikens. Só que a habilidade mais interessante do novo Motoqueiro era o Olhar de Penitência: o criminoso que olhasse a sinistra criatura nos olhos durante um tempo revivia todos os crimes que cometera no passado, no lugar das vítimas, e invariavelmente era tomado por um surto de remorso ou loucura. E a mais interessante de todas essas modificações era como o Motoqueiro agora se auto-intitulava: o Espírito da Vingança! Mas, afinal de contas, qual a razão de tantas mudanças, inclusive a da identidade secreta do Motoqueiro? Com a palavra, o Sr. Howard Mackie: “Eu estava tentando criar algo inteiramente novo, embora permanecesse fiel ao conceito original. Para falar a verdade, eu era um grande fã da série original, e não queria começar a nova série desfazendo as coisas que DeMatteis havia realizado antes”.

Bem, este “algo inteiramente novo” bolado por Mackie, Saltares e Texeira foi “rolando”. Os primeiros números da nova revista se concentraram essencialmente em mostrar o Motoqueiro encarando o Algoz e o principal comparsa dele, um suposto vampiro albino chamado Blecaute (Blackout), que após descobrir a identidade secreta do novo Motoqueiro Fantasma executou friamente Barbara Ketch – que ainda estava hospitalizada devido aos ferimentos ocorridos na primeira edição – em Ghost Rider #7 (no Brasil, Incrível Hulk #127, Ed. Abril). Posteriormente o Motoqueiro conseguiu vingar esse crime, e a partir desse momento Ketch passou a entender que mais que uma maldição, a sua “segunda vida” como o Espírito da Vingança era uma chance de fazer justiça. Todavia, velhos conhecidos do Motoqueiro Fantasma estavam dispostos a revê-lo. O primeiro a dar as caras foi Pesadelo, que através de sonhos tentou cooptar Ketch em Ghost Rider #11 (no Brasil, Incrível Hulk #136, Ed. Abril), e o segundo foi o Doutor Estranho, que em Ghost Rider #12 (no Brasil, Incrível Hulk #137, Ed. Abril) tentou capturá-lo, e ambos chegaram a mesma conclusão: Dan Ketch não estava dividindo seu corpo com Zarathos, o antigo espírito possessor de Johnny Blaze! E, já que acabamos de falar de Johnny Blaze, não achamos mesmo que Blaze aceitaria numa boa um motociclista de crânio flamejante circulando em Nova York, não é mesmo? Assim, em Ghost Rider #14 (no Brasil, Incrível Hulk #139, Ed. Abril), Johnny Blaze e o novo Motoqueiro Fantasma ficaram frente a frente, e podemos falar aqui que o “bicho pegou”! Depois do quebra-pau que rolou entre os dois, Blaze se convenceu que realmente Dan Ketch não tinha nada a ver com Zarathos, mas também constatou que um pouquinho de treinamento e algumas dicas não fariam mal ao garoto. Sendo assim, Blaze virou uma espécie de professor e parceiro ocasional do novo Motoqueiro, e descobriu que poderia se valer das chamas demoníacas do Espírito da Vingança para energizar as pistolas e a moto que sempre trazia consigo.

A volta de Johnny Blaze foi um bônus inesperado que atraiu os antigos fãs para o título, e as vendas cresceram ainda mais. Estudando as razões do sucesso do novo Motoqueiro Fantasma, a equipe editorial da Marvel chegou a conclusão que o Terror e o Sobrenatural eram os principais chamarizes para os fãs, e em cima dessa conclusão eles tomaram duas decisões. A primeira é que as histórias do Motoqueiro – que inicialmente tinham um enfoque mais voltado para a violência urbana – deveriam priorizar os aspectos místicos do personagem. A segunda foi criar uma nova linha de títulos com heróis que de alguma forma possuíssem algum tipo de ligação com o Sobrenatural. Essa nova linha foi batizada com o nome de Midnight Sons (Os Filhos da Meia-Noite), e ela foi inaugurada com o lançamento do gibi Spirits of Vengeance (Espíritos da Vingança em português), que mostrava basicamente histórias do Motoqueiro Fantasma em parceria com 
Blaze. Na seqüência vieram as revistas Morbius, apresentando o vampiro vivo do Universo Marvel e antigo inimigo do Homem-Aranha; Nightstalkers, um grupo de caça-vampiros encabeçado por Blade, o vampiro semi-humano; e Darkhold, mostrando um grupo de pesquisadores em busca do Tomo Negro de Chthon. Porém, sabemos melhor do que ninguém que a melhor maneira de começar uma nova linha de títulos é dar para os leitores uma aventura contundente e surpreendente e assim, nos primeiros números dessas revistas foi apresentada a saga Rise of the Midnight Sons (A Ascensão dos Filhos da Meia-Noite em português, publicada no Brasil nos gibis Incrível Hulk #159-164, Ed. Abril), onde o Motoqueiro, aliado às figuras mais duronas do lado místico da Marvel, encarou Lilith, uma entidade milenar que supostamente seria a mãe de todos os demônios e criaturas sobrenaturais que caminham sobre a Terra. Aliás, é importante lembrarmos que nessa saga ocorreu a primeira aparição do Coveiro (Caretaker), um sujeito misteriosíssimo que vivia circulando pelo cemitério de Cypress Hills e que virou uma espécie de conselheiro de Dan Ketch. Mas, voltando a falar da linha Midnight Sons, podemos afirmar que essas novas revistas até que tiveram um início promissor, mas rapidamente a qualidade das histórias caiu e praticamente todos esses gibis tiveram vida curta, inclusive Spirits of Vengeance, que foi cancelada após a vigésima-terceira edição. Apesar de todos esses cancelamentos a vida continuou, e várias surpresas aguardaram o Motoqueiro tanto na sua série regular quanto em edições especiais.

Na edição especial Ghost Rider, Wolverine, Punisher: Hearts of Darkness (no Brasil Motoqueiro Fantasma, Wolverine, Justiceiro: Corações Negros, 1994, Ed. Abril) Coração Negro (Blackheart) – o filho de Mefisto – tentou recrutar os três heróis mais “barra-pesada” do Universo Marvel para a guerra particular que ele travava contra seu pai. Obviamente, eles rejeitaram a proposta de Coração Negro e bateram de frente com a diabólica criatura. Essa aventura escrita por Howard Mackie e magnificamente desenhada por John Romita Jr. e Klaus Janson foi sem dúvida alguma um dos melhores crossovers publicados no início dos anos noventa e teve inclusive uma continuação lançada em 1994 chamada Ghost Rider, Wolverine, Punisher: The Dark Design (inédita no Brasil), onde finalmente Coração Negro conseguiu derrotar Mefisto e virar senhor do Inferno. Entretanto, essa não foi a primeira vez que o Espírito da Vingança encontrou esses heróis. Em Ghost Rider #5 e 6 (no Brasil, Marvel Force #9, Ed. Globo) o Motoqueiro se aliou ao Justiceiro para juntos enfrentarem o terrorista chamado Apátrida (Flagsmasher) e em Marvel Comics Presents #64-69 (no Brasil Wolverine #22, Ed. Abril) Wolverine deu uma “forcinha” ao “caveirinha” em uma batalha contra os capangas do Algoz. Mas vocês acham que enfrentar o filho de Mefisto já era por si só algo difícil? Em Ghost Rider #33, Ketch descobriu que tanto ele quanto a sua irmã Barbara eram adotados, e isso era apenas o prenúncio para coisas muito piores que estavam por vir. Em Spirits of Vengeance #9, o policial linha-dura Michael Badilino fez um pacto com Mefisto, e disto surgiu um novo espírito da vingança, chamado simplesmente de... Vingança (Vengeance)! A razão que levou o policial Badilino a fazer tal pacto foi o profundo ódio que ele nutria pelo sinistro motociclista, já que no passado o Motoqueiro Fantasma/Johnny Blaze supostamente puniu de maneira injusta seu pai. E naturalmente esse ódio levou Vingança a enfrentar o diabólico alter-ego de Dan Ketch. Posteriormente os dois “acertaram os ponteiros” e Vingança chegou a substituir o Motoqueiro Fantasma quando ele morreu. Morreu? Como foi que isso aconteceu? Vamos explicar...

Nos gibis da linha Midnight Sons, Howard Mackie e outros escritores conceberam a saga Road To Vengeance: The Missing Link (Estrada para a Vingança: o Vinculo Perdido em português, inédita no Brasil) e nela um velho conhecido de Johnny Blaze finalmente se “revelou” para o mundo. Esse “velho conhecido” era ninguém mais ninguém menos que Centúrio, o Homem sem Alma! Aqueles que leram a primeira parte desse artigo sabem que Centúrio era um antigo príncipe indígena que foi usado por Mefisto para combater Zarathos no passado, e sabem também que a primeira série do Motoqueiro terminou justamente com ele e Zarathos aprisionados no chamado “cristal das almas”. Misteriosamente (e de forma nunca explicada pelos roteiristas e editores da Marvel) Centúrio se libertou do “cristal das almas”, e reunindo diversos recursos financeiros se transformou em um poderoso chefão criminoso. Entretanto, velhos ódios não poderiam ser esquecidos, e quando ele soube que um novo Motoqueiro Fantasma estava no pedaço não demorou muito para que enviasse diversos capangas contra o herói, como a equipe de mercenárias chamada T.E.T.R.A. em Ghost Rider #9-15-33, um novo Sin-Eater (Devorador de Pecados) em Ghost Rider #16 e o Death Ninja em Ghost Rider #34. O grande detalhe é que dessa vez Centúrio cansou-se de usar “capachos” e decidiu aliar-se a uma recuperada e renovada Lilith, que também estava de volta. O Motoqueiro e diversos aliados encararam essa dupla, porém uma “surpresa surpreendente” surpreendeu a todos: no transcorrer da saga Road to Vengeance emergiu de dentro de Centúrio um antigo “amigo” de Johnny Blaze, o demônio Zarathos! E dessa vez Zarathos não estava disposto a trazer “vingança” a ninguém, e sim a recuperar toda a sua antiga e milenar glória, e para isso ele não se fez de rogado em juntar-se a Mãe de Todos os Demônios. Todos esses incidentes obrigaram o Coveiro a revelar a Ketch e a Johnny Blaze a sua origem, e por conseqüência a “verdadeira e definitiva” origem do Motoqueiro Fantasma em Ghost Rider #43 e Spirits of Vengeance #16. Querem saber como são essas origens? Nos acompanhem, por favor...

Milênios atrás um grupo de místicos imortais se reuniu e fundou uma organização chamada Blood, e o nosso bom amigo Coveiro estava lá como membro-fundador. Esse grupo se aliou aos Espíritos da Vingança originais – que eram criaturas destinadas a trazer justiça à Terra – na guerra que eles travavam contra o devorador de almas chamado Zarathos. A fim de derrotar tão poderoso demônio, o Blood criou o Medalhão do Poder, que amalgamava dentro de si o poder dos Espíritos da Vingança. O resultado disso é que Zarathos foi derrotado, só que parte do poder do Devorador de Almas foi absorvido pelo Medalhão, tornando tal artefato poderoso e instável demais. A fim de evitar problemas, o Blood decidiu que o Medalhão deveria ser partido em fragmentos, e que alguns deles deveriam ser inseridos na linhagem espiritual de duas famílias. Uma dessas linhagens era justamente aquela a qual pertenciam Dan Ketch e Johnny Blaze, que naquele momento finalmente descobriram que eram irmãos! E o que Ketch fez em sua estréia em Ghost Rider #1 foi justamente acessar o poder do Medalhão do Poder. Mas, revelações à parte, cabia ao Motoqueiro e aos outros Filhos da Meia-Noite combater Lilith, Zarathos e Centúrio, e essa batalha teve um triste desfecho: Zarathos matou o Motoqueiro Fantasma/Dan Ketch, porém seus aliados conseguiram vingá-lo, aprisionando Zarathos em uma rocha e banindo Lilith para dimensões distantes da Terra. E aí, como falamos lá em cima, a partir de Ghost Rider #46 Vingança se encarregou de substituir o Motoqueiro como protetor de Nova York e das imediações de Cypress Hill.

Bem, imaginamos que todos aqueles que estão lendo esse artigo já deduziram que a “morte” do Motoqueiro Fantasma/Dan Ketch e a sua substituição pelo Vingança não passou de um belo golpe de marketing da Marvel, e que não demorou muito para que o verdadeiro Espírito da Vingança voltasse a dar as caras. E isso aconteceu em Ghost Rider #50, através das mãos do maligno cientista Anton Hellgate, que reconstituiu o Motoqueiro com o objetivo de usá-lo para fins malignos. Infelizmente, a volta de Dan Ketch trouxe consigo uma terrível tragédia para o seu irmão Johnny Blaze: sua esposa, Roxanne Simpson, foi assassinada por Hellgate e seus filhos. Emma e Craig, foram seqüestrados pelo demônio Baal. Posteriormente Vingança mataria Hellgate e se mudaria para outras vizinhanças com a volta de Ketch. Quanto a Blaze, ele conseguiria resgatar seus filhos na mini-série em quatro partes Blaze: Legacy of Blood, escrita por Larry Hama e desenhada por Henry Martinez. E quanto ao Motoqueiro/Dan Ketch? Ele continuou levando a sua vida dupla e algumas mudanças ocorreram no seu título.

Com o passar do tempo houve um desgaste natural na qualidade dos roteiros do Motoqueiro Fantasma, e esse desgaste fez com que Howard Mackie abandonasse a revista. A partir da edição #70, Ivan Vélez Jr. assumiu as rédeas do gibi e todos já sabem que geralmente “pintam” novidades quando um novo escritor toma posse de uma revista. Uma delas é que Dan Ketch se mudou de Cypress Hill para o South Bronx, um bairro latino de Nova York. Outra novidade foi o surto de loucura de Vingança em Ghost Rider #74-76, onde repentinamente se transformou em um assassino. Confrontado pelo Motoqueiro, em um breve momento de lucidez Badilino se matou a fim de evitar outras mortes. E outra grande novidade era que em Ghost Rider #77-79, com uma ajudinha do Doutor Estranho e da jovem feiticeira chamada Jennifer Kale (uma personagem recorrente nas aventuras do Homem-Coisa nos anos setenta) os nossos amigos Dan Ketch, Johnny Blaze e o espírito possessor de Ketch finalmente descobriram a “verdadeira e definitiva” origem do Motoqueiro Fantasma! O que? Outra origem? Exatamente o que vocês acabaram de ler! Prestem atenção nos detalhes dessa “nova” origem: tudo começou em meados do século XVIII...

Naquela época um jovem e bondoso rapaz chamado Noble Kale caiu de amores por uma bela mulher negra chamada Magdelena. Ele foi correspondido nessa paixão, porém, ambos acharam melhor ocultar esse relacionamento, que redundou no nascimento de uma criança. Mas não existe nenhum tipo de segredo que permaneça oculto por muito tempo e o pai de Noble, o severo Pastor Kale, descobriu tudo. “Mexendo os pauzinhos”, o Pastor Kale fez com que Magdelena fosse acusada e condenada à morte por feitiçaria e aprisionou seu filho no interior da igreja que comandava. Durante a sua execução, Magdelena fez uma rápida “mandinga” e pediu às entidades místicas conhecidas como Fúrias que vingassem a sua morte destruindo tanto o Pastor Kale quanto a cidade onde ele morava. As Fúrias tocaram o terror na cidade, e o Pastor Kale se viu em uma “sinuca de bico” tão grande que resolveu pedir ajuda a um sujeito sempre disposto a socorrer aqueles que precisam, em troca de uma ou outra coisinha: o eterno “amigão da galera”, Mefisto! Em troca da ajuda de Mefisto, o Pastor Kale ofereceu a alma do próprio filho, e o diabão-mor do Universo Marvel a aceitou, mesmo porque de bobo ele nunca teve nada. Mefisto sabia que a família Kale era uma das linhagens detentoras do Medalhão do Poder, e para dar fim às Fúrias ele simplesmente acionou o fragmento do Medalhão que estava inserido misticamente em Noble Kale, transformando-o em um Espírito da Vingança. Transformado, Noble se livrou das Fúrias, mas o seu “adorado” papai aprontou mais uma para ele: em uma tentativa de corromper o filho, o Pastor Kale matou o próprio neto e ofereceu sua carne como refeição para Noble. Horrorizado com toda essa seqüência de acontecimentos, o rapaz acabou se matando, e essa foi a “deixa” para que Mefisto reclamasse a sua alma. Todavia, segundo as “misteriosas regras do Além”, Mefisto não poderia ser possuidor da alma de uma pessoa integra como Noble Kale. O resultado de todos esses fatos é que o espírito de Noble ficou flutuando desmemoriado em uma espécie de Limbo, de onde poderia ser invocado por seus parentes detentores do Medalhão do Poder. E algumas vezes, daquela época até os dias de hoje, descendentes da família Kale – geralmente os primeiros de cada geração – inadvertidamente convocaram o seu antepassado, até que finalmente chegou a vez de Dan Ketch se tornar o hospedeiro de Noble Kale. Ah, antes que nos esqueçamos de falar: Ketch e Blaze descobriram também que Jennifer Kale era uma prima distante de ambos.

Essas novas revelações foram extremamente significativas para o espírito possessor de Ketch e, para marcar esse retorno das memórias de sua vida anterior como Noble Kale, o Motoqueiro Fantasma criou um novo uniforme vermelho-alaranjado totalmente feito de fogo infernal em Ghost Rider #79. É óbvio que essa foi uma “marquetagem” da Marvel a fim de chamar atenção sobre o título, mas ainda existiam várias perguntas sem resposta. Até agora, por exemplo, ainda não falamos nada sobre os pais de Dan Ketch e Johnny Blaze. No gibi especial Ghost Rider # -1 (numerado assim mesmo, com o número negativo) os leitores souberam um pouco mais sobre a vida de Naomi Kale, a mãe de Blaze e Ketch. Na história apresentada nesse gibi nós descobrimos que Naomi foi casada com Barton Blaze (o pai de Johnny Blaze) e sempre foi ciente da maldição que acometia a sua família. Afim de evitar que seus filhos sofressem com esse mal, Naomi abandonou Johnny com seu marido e deixou Dan e Barbara aos cuidados da família Ketch em Nova York, sendo que nunca ficou claro se essas duas últimas crianças eram filhos de Barton ou de outro sujeito. Só que a maldição familiar não era o único problema de Naomi: acometida por uma doença terminal, ela decidiu fazer uma visita secreta aos seus filhos, a fim de despedir-se deles. Após essa visita Naomi foi confrontada por Mefisto, e invocando o espírito de Noble Kale ela enfrentou o Senhor do Inferno no cemitério de Cypress Hill. O choque da transformação foi o suficiente para deixar Naomi às portas da morte, e ela realmente faleceu, deixando abandonada no cemitério a moto que usava e o fragmento do Medalhão do Poder que estava dentro de si. E assim foi explicado como a moto descoberta por Ketch na primeira edição de Ghost Rider foi parar em Cypress Hill. Mas, às vezes a distração de editores e roteiristas criam confusões que são difíceis de explicar. Sabem de qual confusão estamos falando? Na mini-série em três partes escrita por Terry Kavanaugh, desenhada por Charles Adlard e lançada em 2001 chamada Before the Fantastic Four: The Storms (Antes do Quarteto Fantástico: Os Storms em português, inédita no Brasil) os leitores puderam acompanhar os jovens Johnny e Susan Storm em uma história ocorrida em uma época anterior ao período em que eles se transformaram respectivamente no Tocha Humana e Mulher Invisível. Nessa aventura os dois irmãos acidentalmente se metem em uma disputa envolvendo o arqueólogo Max Parish e os acólitos de Drácula (sim, aquele de dentes pontiagudos!), disputa essa relacionada a um antigo artefato místico chamado Medalhão de Zarathos, que supostamente daria ao seu detentor poderes sem limites. No transcorrer de todos esses acontecimentos Parish acaba acessando o poder do medalhão, se transformando temporariamente em um Motoqueiro Fantasma e batendo de frente com os servos do Senhor dos Vampiros. É claro que no final tudo termina bem e os vilões são derrotados, mas o que aconteceu com o tal Medalhão de Zarathos? Bem... Juntamente com os destroços da moto usada por Parish ele foi parar em um ferro-velho vizinho ao cemitério de Cypress Hill! Moral da história: existem duas explicações para a origem da moto encontrada por Danny Ketch! Complicado, não acham? Mas deixemos de lado essas “complicações” e continuemos a falar sobre a atribulada vida do Espírito da Vingança.

Depois que a versão 2099 do personagem foi cancelada em 1996 depois de 25 edições publicadas, em meados de 1997 a série mensal do Motoqueiro Fantasma já não estava vendendo tanto quanto no passado. Para tentar salvar o título, o editor Tom Brevoort decidiu tomar algumas providências. A primeira foi trazer de volta à revista o antigo visual do personagem e a dupla que o criou, os desenhistas Javier Saltares e Mark Texeira. A segunda foi iniciar em Ghost Rider #90 uma nova saga chamada Last Temptations (Últimas Tentações em português, inédita no Brasil), onde mais um “segredinho” do Espírito da Vingança foi revelado. O tal segredinho em questão é que a entidade que impediu Mefisto de levar a alma de Noble Kale quando ele se matou foi o arcanjo Uriel, e coube a essa angelical criatura a transformação da alma de Kale em algo mais que apenas um fantasma. Na verdade Kale foi transformado em uma criatura que não pertencia nem aos Céus e nem ao Inferno, tendo um propósito muito maior, que era o de ser juiz e executor da Vingança na Terra. Em suma, a função de Noble Kale era ser o Anjo da Morte! Mas essa saga só tratava disso? Naturalmente que não...

Nessa aventura, Coração Negro – que havia se tornado o Senhor do Inferno na edição especial The Dark Design – criou um grupo de Espíritos da Vingança, composto de antigos inimigos e aliados do Motoqueiro Fantasma, sendo que entre eles estava o bom e velho Vingança e duas demônias chamadas Black Rose e Pao Fu, que já haviam aparecido respectivamente em Ghost Rider #77 e Ghost Rider #88. Tendo formado essa equipe, Coração Negro fez uma proposta a Noble Kale: ele lideraria os novos Espíritos da Vingança de maneira totalmente independente, e de quebra ganharia um novo corpo, livrando-se da necessidade de possuir Dan Ketch. Em troca, o Motoqueiro seria obrigado a se casar com Pao Fu e Black Rose, sacramentando de vez tal acordo. É claro que diante da possibilidade de finalmente voltar a ser uma criatura de carne e osso e de se casar com duas belas criaturas infernais Noble Kale aceitou rapidamente essa proposta. E é claro também que tudo não passava de uma artimanha de Coração Negro para destruir de uma vez por todas um dos seus mais odiados inimigos. E também é muito claro que o Motoqueiro acabou descobrindo tudo e encarou Coração Negro em uma luta desesperada. Luta essa que teve seu desfecho em Ghost Rider #93: o Espírito da Vingança destruiu o Filho de Mefisto e se tornou o novo manda-chuva do Inferno! Surpreendente, não acham? Só que existe algo ainda mais surpreendente que isso! Como falamos acima, as vendas do gibi do Motoqueiro estavam indo de mal a pior, e já estava decidido que a revista seria cancelada após a nonagésima-quarta edição.  Tomada essa decisão, o escritor Ivan Velez Jr. concebeu um roteiro que fecharia algumas pontas soltas durante o transcorrer da série. Javier Saltares chegou a desenhar doze páginas desse roteiro, quando uma nova decisão administrativa pegou todo mundo de “calças na mão”: a revista Ghost Rider #94 não seria publicada! Querem saber o por que disso? Deixemos o editor Tom Brevoort explicar...

“Aquela foi uma das épocas mais terríveis na História da Marvel Comics, uma época na qual a falta de visão dos proprietários da editora levaram-na à falência. Continuamos operando através de proteções legais, mas houve um longo período no qual parecia que poderíamos fechar nossas portas a qualquer momento. Durante aquela época estávamos proibidos pelos tribunais de publicar qualquer título que não mostrasse possibilidades de lucro. Se houvesse a menor chance da revista dar prejuízo, ela seria cortada da lista de lançamentos. No caso de Ghost Rider #94, a edição final, eu estava fora do escritório entre o Natal e o Ano Novo quando a decisão de suspender seu lançamento aconteceu – alguém na cadeia de comando ficou temeroso com a possibilidade de perdermos dinheiro com a edição, e decidiu cancelá-la, apesar de já termos pago pelo roteiro, pelo lápis e pela maior parte da arte-final. Se eu estivesse no escritório naquela semana, provavelmente teria contestado a decisão, mas quando eu voltei do feriado de Ano Novo a decisão já estava tomada, e a revista nunca foi completada”. Mas vocês gostariam de saber o que ia rolar nessa história, não gostariam? Bem, caso fosse publicada, nessa última história veríamos Dan Ketch curtir a vida sem a aporrinhação de se transformar no Motoqueiro, e veríamos Johnny Blaze atarantado com um novo desaparecimento dos seus filhos. E veríamos Noble Kale tomando algumas medidas radicais como senhor do Inferno, entre elas libertar todos os demônios de suas obrigações. Descobriríamos que Black Rose na verdade era Roxanne Simpson, a esposa de Blaze, e teríamos a oportunidade de ver o Espírito da Vingança transformando-a novamente em uma mortal e deixando-a nos braços de seu marido. E assim terminaria a saga de Dan Ketch. Como essa história não foi publicada, sobrou para Howard Mackie a incumbência de tentar dar um desfecho digno para as aventuras da sua criação. No gibi Peter Parker: Spider-Man #93 (inédito no Brasil), publicado em julho de 1998, Noble Kale misteriosamente voltou do Inferno e fundiu-se novamente a Dan Ketch, deixando as portas abertas para um futuro retorno do personagem. Retorno que, diga-se de passagem, não aconteceu.

Após o desfecho final da odisséia de Dan Ketch, o Motoqueiro Fantasma passou um tempinho no limbo dos quadrinhos. Em 2001 houve uma tentativa de trazê-lo de volta através do selo Marvel Knights (voltado para super-heróis urbanos), em uma mini-série em seis partes bolada pela escritora Devin Grayson e desenhada por Trent Kaniuga. Nesse projeto, Grayson ignorou diversos aspectos da continuidade do personagem e fez com que novamente Johnny Blaze fosse o hospedeiro da diabólica entidade. Outras mudanças foram o fato de Blaze deixar de ser dublê e dono de circo e passar a trabalhar em um escritório. Mas as maiores modificações estavam reservadas ao Motoqueiro: se as versões anteriores dele falavam mais que a boca, essa praticamente era muda, e não fazia a menor cerimônia em executar criminosos. Tanto do ponto de vista artístico quanto comercial essa série não chamou a atenção de ninguém, e tudo indicava que o diabólico motociclista continuaria a passar um bom e longo tempo no limbo dos quadrinhos. Entretanto, quem disse que ele ficaria muito tempo por lá?

Nos últimos tempos a Marvel Comics descobriu que o licenciamento de seus super-heróis para o cinema era uma autêntica mina de ouro. Diversos personagens ganharam versões na tela grande se aventurando em Hollywood, até que chegou a vez do Motoqueiro Fantasma ganhar seu filme, que conta com a direção de Mark Steven Johnson (Demolidor), lançado nos cinemas brasileiros em 2 de março de 2007. Não vamos adiantar aqui detalhes da trama, mas aqueles que puderem ver o trailer na internet perceberão que o filme agregará diversos elementos das mitologias das duas versões do personagem. E perceberão também que Johnson reuniu um belo elenco para essa adaptação, encabeçado pelo super-astro Nicolas Cage, que interpreta o Motoqueiro Fantasma/Johnny Blaze. Também estão lá Eva Mendes (Hitch - Conselheiro Amoroso) como Roxanne Simpson, Sam Elliot (o General Ross de Hulk) interpretando o Coveiro, Wes Bentley (Beleza Americana) como Coração Negro e por fim Peter Fonda dando vida a Mefisto. Aliás, a participação de Fonda com certeza lembrará os cinéfilos que esse grande ator despontou para o estrelato nos anos sessenta interpretando justamente um motoqueiro no clássico road-movie Easy Rider - Sem Destino. Tudo bem, estamos falando de cinema, mas e os quadrinhos, nenhuma novidade a vista?

A fim de aproveitar o hype do filme, desde de o final de 2005 a Marvel lentamente está botando na praça vários lançamentos relacionados ao Motoqueiro Fantasma. O primeiro deles foi uma mini-série em seis partes escrita pelo “bad boy” Garth Ennis e desenhada por Clayton Crain entitulada The Road to Damnation (Estrada para a Perdição em português), onde um Johnny Blaze aprisionado no Inferno é encarregado de voltar a Terra em uma diabólica missão. A publicação desse mini em terras brazucas acontece na revista mensal Marvel MAX, da Panini. Na seqüência, em 2006 veio uma nova série mensal regular com roteiros de Daniel Way e a arte dos eternos Saltares e Texeira. Por sinal, Way prometeu “costurar” todos os erros de continuidade que ocorreram durante a publicação anterior do Motoqueiro. Mas o aproveitamento do personagem não ficará só nisso. No inicio de 2007 chegou aos leitores a edição especial Mythos: Ghost Rider, onde a origem de Johnny Blaze é recontada para uma nova geração de fãs através do roteiro de Paul Jenkins e da belíssima arte pintada de Paolo Rivera; a famosa “edição perdida” contando o final da saga de Dan Ketch finalmente viu a luz do dia na edição Ghost Rider: Finale e por fim, Ennis e Crain visitam novamente o universo do Espírito da Vingança na mini-série em seis partes Ghost Rider: Trail of Tears, passada durante a Guerra da Secessão americana, com Ennis prometendo outras mini-séries apresentando Espíritos da Vingança de outras épocas.

Com certeza, notamos que existem várias incongruências e perguntas sem resposta na vida do Motoqueiro Fantasma. Isso aconteceu porque a intenção original de Howard Mackie quando criou a versão Dan Ketch era deixar a sua origem envolta em mistérios, mais ou menos como foi feito durante anos com Wolverine. Só que as pressões editoriais por “sagas bombásticas” que revelassem “segredos nunca antes desvendados”, ao invés de agregarem novos valores ao personagem acabaram por tornar a mitologia do Motoqueiro confusa. Esperamos que com esse novo revival, as coisas finalmente se acertem para o lado do “caveirinha”, e que quando “sangue inocente for derramado”, ele possa cumprir a sua missão de vingança!

Bem, chegamos ao “triste” e “amargo” fim desse artigo. E esse é o momento em que nos cabe agradecer aqueles que colaboraram para a feitura dessa longa e caudalosa matéria sobre o Motoqueiro Fantasma. Primeiramente, precisamos agradecer aos mantenedores do sitio eletrônico Vengeance Unbound pela maravilhosa e enorme quantidade de informações que eles disponibilizam sobre o Espírito da Vingança para os fãs, e sem as quais seria impossível escrever essas mal-traçadas linhas. “Segundamente”, agradecemos aos editores do sitio HQ Maniacs, que como sempre, apoiaram com o costumeiro entusiasmo o autor dessa matéria. E, por último (mas não menos importante, é claro) agradecemos a vocês, que cotidianamente acessam o HQ Maniacs, e que são a principal razão de todo o trabalho feito pelos editores e colaboradores desse sítio eletrônico de quadrinhos. Obrigado! E até a próxima!


P.S.: Esse artigo foi escrito ao som de “Ghost Rider”, clássico da banda punk Suicide; “Show me how to live”, do Audioslave; “Be quick or be dead”, do Iron Maiden e “Attack of the Ghost Riders”, dos Raveonettes.

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Pôster internacional do filme Motoqueiro Fantasma
Ghost Rider #1: nova série do Espírito da Vingança
 


 

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