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29/12/2003
 
MATÉRIA: HE-MAN - NOS IDOS DOS ANOS 80
Por : x
 

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INTRODUÇÃO
“Eu sou Adam, príncipe de Eternia, defensor dos segredos do Castelo de Grayskull...”. Com essas palavras ia ao ar, nas manhãs dos anos 80, onde programas infantis como o Balão Mágico e o Xou da Xuxa faziam a cabeça da garotada, uma das séries em desenho animado mais cultuadas em todo o mundo. E que de certa forma faz parte da cultura e educação de muitos dos “adultos” de hoje, assim como este intrépido fã que vos escreve.

Estamos falando claramente de HE-MAN E OS MESTRES DO UNIVERSO (NOTA DO HQM: na época, traduzido como HE-MAN E OS DEFENSORES DO UNIVERSO). Preparando o terreno para a nova série em quadrinhos que a editora Panini lançará em breve, essa matéria centraliza curiosidades e fatos não tão conhecidos desse cativante personagem, que fez a alegria de todos nós durante um momento muito importante em nossas vidas, a infância. Conheça a saga por trás da saga, como os elementos foram se formando, moldando e construindo o mito que conhecemos. Tudo começa no início dos anos 80, quando a empresa americana de Brinquedos Mattel resolve fazer uma série de bonecos baseados em CONAN, O BÁRBARO, que na época estava com os filmes em voga. Devido às repercussões negativas em torno do projeto, pelo fato do personagem ser considerado violento demais para as crianças, o mesmo não foi concluído. Não se sabe ao certo de quem veio a idéia, mas mudando-se a cor do cabelo do protótipo do boneco que estava pronto para loiro, teve-se uma série de bonecos totalmente nova e diferente. Nascia ali HE-MAN. Para ajudar na divulgação da nova série, um conjunto de histórias em quadrinhos sobre os personagens foi encomendado. OS MINI-COMICS No começo, não havia nenhum PRÍNCIPE ADAM, só HE-MAN. Sim, o personagem nada mais era do que um sujeito forte com uma espada do poder (usava principalmente, o machado e o escudo), e ele veio de uma tribo nas montanhas(???) para trazer justiça para Etérnia. Somente quando a DC Comics começou a publicar as histórias sobre He-Man em 1982, que foi introduzido o Príncipe Adam à lenda. Podem reparar que a transformação, a personalidade meio boba no estilo Clark Kent, dá algo de super-herói clássico ao personagem, o que é bem comum em muitos dos personagens da DC com identidades secretas. A FEITICEIRA nem sempre foi a Feiticeira. Nos primeiros mini-comics, como o do He-Man das montanhas, ela foi chamada de A DEUSA e usava uma armadura de serpente igual a figura de ação da TEELA, além de ter pele esverdeada (uma mulher serpente???). Assim sendo, a figura de ação de Teela, poderia ser usada tanto como Teela (detalhe que nos mini-comics era loira) ou como a Deusa. Mas a Filmation resolveu essa bagunça dando para A Deusa um visual completamente novo e mudando o nome dela para Feiticeira. Em sua “primeira aparição”, He-Man, descendo das montanhas, salva a Deusa que estava sendo atacada por um monstro e recebe dela as armas e a armadura (com a cruz) que lhe dariam a super-força. A espada não era usada por He-Man, e ficava no castelo (nas primeiras aparições tinha uma caverna do poder), era dividida em duas: uma das metades ficava com o ESQUELETO (era insinuado que ele seria o antigo rei da terra antiga e desconhecida). Completando as duas, tínhamos uma “Espada do Poder” que era o centro de toda a história, por isso os bonecos tanto de He-Man, quanto o de Esqueleto, tinham as espadas que se completavam (não se chateie, eu também levei mais de vinte anos para saber a finalidade das espadas). Essa idéia das espadas não foi utilizada pela Filmation, a produtora dos desenhos animados. Antes de produzir He-Man, a Filmation possuía um desenho animado chamado: BLACK STAR – o homem da espada estelar (lembram?). No enredo havia uma disputa entre o bem e o mal em um planeta misterioso, cheio de magos e criaturas incríveis, pela espada do poder dividida em duas, a espada estrela que pertencia a Black Star e a espada foice que pertencia a seu inimigo, o Chefe Supremo. Black Star seria um astronauta da Terra que acabou perdendo o rumo e caindo nesse mundo (lembram da origem da mãe de Adam?), e lá ele usava uma roupa de bárbaro e tinha super-força. Essa série chegou a ser exibida no Brasil no programa da Turma do Balão Mágico. Acredito que a Filmation removeu alguns conceitos de He-Man, como as espadas que se completavam, caso o contrário o personagem não seria mais que uma cópia loira e escarrada de Black Star. Todos nós lembramos da história de Teela como a filha adotada de MENTOR ou como a filha biológica da Feiticeira que é criada pelo Mentor. Tanto na nova quanto na antiga série em desenho animado, mostram que Mentor não é o pai biológico, mas em um raro conto da primeira série em quadrinhos, sua origem chega a ser mais cruel. Ela seria então uma cópia da Deusa, feita pelo Esqueleto (sempre ele!) que pretendia fazer uma versão má da Deusa (igual à origem da Smurfet, feita por Gargamel, nos Smurfs). Mas Mentor e Esqueleto lutaram e Mentor leva Teela, tornando-a assim em uma boa pessoa, além de heroína. Em uma história posterior, a Deusa e Teela, seriam unidas novamente, para que a Deusa tivesse a totalidade de seus poderes. A fusão acaba sendo desfeita por perceberem que Teela já era um ser totalmente independente. Esqueleto queria a espada do Poder e Teela como sua rainha. E falando no homem, a verdadeira identidade de Esqueleto como já devem saber é KELDOR, irmão do REI RANDOR, que misteriosamente desapareceu depois de ser exposto à magia na versão clássica. Isto é insinuado no mini-comics "À Procura de Keldor", que vinha com o boneco do Rei Randor. Como os fãs mais antigos devem lembrar, em um episódio da antiga série, era mostrado que a RAINHA MARLENA (mãe de Adam), seria uma astronauta da Terra, que teria sido pega com sua nave por uma espécie de portal e caído em Etérnia. Lá ela foi achada por uma casal de fazendeiros, que... opa!!! Digo, por um certo rei, Randor (sem a barba), aparentemente com Mentor (sem o bigode), que estavam em um campo, quando viram a nave caindo, e partem para resgatá-la. O curioso aqui, é que já nesse primeiro encontro entre os dois, Randor e Marlena, apesar de planetas diferentes, falam a mesma língua (magia de Etérnia???). Alguns protótipos das histórias das origens de HOMEM-FERA, MALIGNA e TRI-KLOPS; mostrariam que eles teriam vindo da Terra junto com Marlena. Seria dito que quando a nave se chocou no planeta, eles foram transformados através da radiação. Jurando vingança contra Marlena (mas o que foi que ela fez? Passou o sinal?), eles juntariam forças com Esqueleto. Ainda bem que isso não foi para frente, é horrível! MANDÍBULA, por exemplo, em seu mini-comic de estréia, é retratado como um vilão foragido de outro mundo, que escapou por um portal que Esqueleto abriu acidentalmente. Na história que o introduz, ele acaba dentro do Castelo de Grayskull, com seus poderes ampliados e disposto a destruir tudo e todos. O curioso aqui é ver He-Man e Esqueleto juntando as suas metades da espada para deter Mandíbula. No final, Esqueleto o carrega desacordado como o seu novo lacaio. MULTI-FACES foi introduzido como um ator transformado em um monstro sob o poder de Esqueleto, e revertendo-se para humano graças a Feiticeira. No processo desse vai-e-vém, ele adquiriu uma personalidade robótica, nem boa nem má, todas incorporadas a ele, e com o seu lado negro podendo ser despertado de novo por Esqueleto a qualquer momento. No desenho animado, ele tinha várias personalidades, dando a ele inclusive a habilidade de se disfarçar em qualquer personagem, mas quando assumia a face monstro, ele podia ser controlado pelo Homem-Fera. ROBOTO também teve uma origem mais simples. Ele era um robô construído por Mentor, que o criou com um coração que lhe dava sentimentos humanos (lindo não?). Daí Esqueleto captura-o e tira-lhe o coração para que se torne uma máquina que simplesmente obedece ordens. Na versão dos desenhos animados, ele era uma espécie de explorador espacial que caiu em Etérnia, ficando danificado e com sua nave com o passar dos anos coberta pelas areias do deserto até ser encontrado por Mentor e He-Man. ARÍETE também estreou enfrentando He-Man, sendo enganado por Esqueleto. TRI-KLOPS, em sua estréia, não era um lacaio, mas sim um poderoso mercenário, que se alia a Esqueleto para derrotar He-Man, com a promessa dos dois vilões reinarem juntos no planeta. As histórias desses mini-comics eram, no geral, meio bobas e infantis, com roteiros bem simples que se concluíam bem rápido devido ao pouco número de páginas. Serviam apenas para a caracterização dos personagens, mas muitos foram mal (e bem mal!) aproveitados ou desenvolvidos nessa série. HE-MAN PELA DC COMICS Algumas das primeiras histórias produzidas em comics foram feitas pela DC. Lá introduziram muitos dos conceitos dos personagens. Vale reforçar que, além de uma melhora na caracterização (ou não!) de certos personagens, houveram dois encontros com o SUPER-HOMEM. O primeiro e relativamente mais conhecido, mostra um príncipe Adam mais violento e beberrão do que estamos acostumados. Na história, como muitos devem conhecer, Adam é chamado pela Feiticeira/Deusa, para a “Caverna do Poder”, para impedir Esqueleto, que teria então roubado a outra metade da espada, tendo assim a espada do poder completa. O vilão tenta invadir Grayskull, e acaba criando um portal dimensional, que traz coincidentemente um certo Homem de Aço para Etérnia. Os maus entendidos para a desculpa dos sopapos de sempre, com o Super superando o He-Man, até que tudo é resolvido com os heróis se aliando. Vale notar uma curiosidade: He-Man, em um determinado momento, diz ter conhecimento do Super-Homem devido a sua mãe. Já no segundo encontro, o nosso herói é acionado por ZODAC, com a mesma ladainha de tirar as espadas de Esqueleto. Nessa história, segundo críticas de outros sites, Zodac é o único personagem bem caracterizado, misterioso e imparcial (mas cá entre nós, ele lembra o METRON dos NOVOS DEUSES, com poltrona, observando o cosmo e tudo!). Nessa última batalha, SUPER-HOMEM é chamado para dar uma forcinha, e é ele quem separa as espadas de novo. Há uma rápida luta entre Esqueleto e o Super-Homem que quase morre nas mãos do vilão graças a vulnerabilidade à magia. Imaginem a cena! Algumas curiosidades sobre as histórias da DC: em uma delas, aparecem vários Homens-Feras, não como um personagem, mas como uma espécie de Etérnia. Além disso, a Deusa usava a sua serpente mágica; He-Man se transformava na “Caverna do Poder”; e a Deusa (Feiticeira) e ZOAR (o falcão) eram dois personagens distintos. HE-MAN PELA MARVEL A Star Comics era uma subdivisão da Marvel, e produziu as séries em quadrinhos antigas mais conhecidas pelo público brasileiro. Tive acesso a poucas e, apesar de ser fã do personagem e de quadrinhos, não é uma série que me atrai, com histórias, muitas delas, adaptações diretas de episódios dos desenhos animados. Mas no fim só serviam para promover os novos bonecos e os acessórios que iam surgindo. O vilão HORDAK teria feito sua estréia em uma dessas edições, sendo originalmente um rival de He-Man, e antigo mestre de Esqueleto. Hordak, a HORDA e todos os personagens a ela relacionados, seriam mais tarde utilizados nos desenhos de SHE-RA. Hordak era caracterizado como um vilão para se levar a sério, entrava em combates diretos com os adversários, até mais que o Esqueleto. Sua personalidade foi suavizada, para melhor se adequar aos desenhos animados. Também deram o ar da graça nessas edições, personagens conhecidos dos colecionadores das figuras de ação, como Ninjor, Faker, Champ-Clamp, Moskitor etc. A FILMATION O estúdio responsável pela criação da série do campeão de Etérnia era famoso por outras séries em desenho animado que fizeram sucesso no Brasil no início dos anos 80 e até um pouco antes. Dentre suas séries mais famosas, algumas passavam no Balão Mágico ou na tevê em geral. Das séries mais conhecidas, detacam-se: - ESCOLA DE SUPER-HERÓIS - literalmente, como diz o nome, haviam vários personagens que eram educados na arte do combate ao crime. Nessa série houve um episódio em que os alunos recebem a visita da Mulher Maravilha. Tinha um personagem chamado “Garoto do Tempo”, um gordão com o mesmo uniforme do Capitão Marvel (Shazam), mas que controlava o clima. Lembro-me de poucos personagens, mas tinha um muito bacana chamado “Zé da Guitarra”, uma espécie de herói do rock; - FLASH GORDON (praticamente todos os “efeitos especiais” das séries de He-Man e She-Ra estrearam nessa série), baseado na série clássica dos quadrinhos; - BATMAN E ROBIN (com o Batmirim), FLASH (conhecido na época como Relâmpago no Brasil), LANTERNA VERDE (Anel Verde), SHAZAM, LIGA DA JUSTIÇA, JOVENS TITÃS (a Turma Titã com Kid Flash, Robin, Ricardito, Moça Maravilha e Aqualad), ÁTOMO, AQUAMAN, BLACK STAR, SUPER-HOMEM, SUPERBOY, ZORRO, CAVALEIRO SOLITÁRIO (pela primeira vez o personagem não era traduzido como Zorro) e TARZAN; E ainda, os mais recentes como BRAVESTARR (com os poderes do urso, lobo, puma e falcão), os EXTERMINADORES DE FANTASMAS, e séries de TV com atores, como a ARK II, SHAZAM e PODEROSA ÍSIS. O estúdio foi comprado e acabou fechando as portas. Coube a alguns roteiristas, hoje famosos, como Paul Dini (Batman) e J. M. Straczynski (Homem-Aranha) a tarefa de criar o universo dos personagens que viviam em Etérnia, num mundo hora medieval, hora pré-histórico ou futurista, onde conceitos como magia e tecnologia andavam lado a lado. Com as mudanças da Filmation, o centro das disputas passaria a ser o Castelo de Grayskull, dentro do qual estão guardados os grandes segredos da antiga Etérnia. Quem os possuir se tornará o mestre do universo. Segredos esses que Esqueleto só foi conseguir no filme Mestres do Universo. Nas séries de He-Man e She-Ra, estreava uma técnica de desenhar por cima de filmes com atores, o que dava um maior grau de realidade nos movimentos, como as cenas em que He-Man corria, nadava, ou a mais exaustiva, aquela em que ele andava, parava, olhava para os lados e seguia. Os fãs mais atentos lembram que várias cenas de movimentos dos personagens eram repetidas várias vezes durante os episódios. A trilha sonora, em minha humilde opinião, merece destaque, não só pelos temas de abertura, mas como toda a série infantil, não podia deixar de ter em alguns de seus episódios uma ou outra musiquinha, para ficar na cabeça da meninada. Quem não se emocionou com o ARQUEIRO cantando a música tema da MADAME RISO e o seu Par num episódio de She-Ra? Ou outras pérolas como: “O bem vence o mau, espanta o temporal, o azul e o amarelo tudo é muito belo...” de Gorpo e sua namorada Driele, num episódio de He-Man? Muitas das histórias tinham certo apelo humano, voltadas para o comportamento moral da meninada. Inclusive, no final dos episódios, nossos heróis e o "mala" do Geninho apareciam para explicar a lição do dia. Quem não lembra do episódio onde He-Man pensa ter matado um homem por acidente. Na realidade o homem era um dos aliados de Esqueleto disfarçado. Adam com a consciência pesada, joga a espada no fosso sem fundo do castelo.
 
 

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